A beleza tem tem seduzido e desorientado a Humanidade ao longo dos séculos? Sim, tem


Será a beleza subjectiva?, será objectiva? como poderemos julgá-la quando os gostos e os juízos de gosto tanto diferem?, será a beleza sempre inspiradora?, e poderá ser perturbadora?, o que torna uma pintura, uma escultura, um avião, um carro, um edifício, uma ponte, uma sinfonia, uma rua, um sino, uma paisagem, um corpo, um rosto, um sorriso, um trejeito, um pormenor, uma flor, um poema, uma fórmula matemática belas?, a beleza pode ser perigosa, perturbante e até imoral como numa catástrofe ou numa guerra?, o que se quer dizer com "beleza" e que lugar ela ocupa (com realce também a beleza mínima comum: pôr a mesa, arrumar a sala, cuidar dos livros na estante,  escolher as meias, amanhar a terra, podar as vides, apanhar a azeitona, secar os figos, escrever um texto, ouvir o som do silêncio na igreja, apreciar o canto das aves, respeitar as casas antigas em ruas medievais ou em cidades futuristas) na vida dos seres humanos?, a beleza desempenha um lugar único na configuração do mundo?, pode ser uma porta de entrada para o transcendental?, é a beleza uma dádiva de Deus transfigurado numa paisagem interior ou exterior?, o conceito de beleza é multidão?, o que torna algo belo tem aura e a aura pode desaparecer?, a beleza interior tem um estatuto especial e também é feita de memórias? Tantas e ainda outras tantas perguntas poderiam ser elencadas, sobra ainda uma: a beleza tem seduzido e desorientado a Humanidade ao longo dos séculos? Parece não haver dúvidas que sim: hoje é dia certo para ouvir Semir Zeki falar da beleza sob uma outra perspectiva, sobre a neurobiologia da beleza e as suas implicações, aqui.

Adenda, com memória e memória.

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