AH!, a memória pode viajar clandestina num poema
A realidade, o intuo,
é as minhas sensações.
Não duvido que sim,
as minhas sensações assim.
Acredito até que sou
uma sensação de mim.
Certo, porém, nem estou
da minha própria existência.
Registo, em dias únicos,
outras sensações como minhas.
Inquiro-me, e:
a beleza de ser é exterior a mim?
Sinto, e pergunto:
posso ter a certeza que sim?
Ter a certeza de algo fora de mim,
é também uma sensação minha?
Imagino que sim,
é uma sensação de mim fora de mim.
Não posso garantir que sim,
mas desejo que seja uma sensação minha.
Antes a vida o seja assim,
é minha uma sensação de mim fora de mim.
03/02/2026
Adenda, com memória e memória, e revisitando ainda informação útil.

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