Quem foi Johanna (Schopenhauer) em Weimer?
" O orgulho tem, pois, origem numa convicção interior e direta que se possui do próprio valor; a vaidade procura apoio na opinião alheia para chegar à estima de si própria. A vaidade é faladora, o orgulho silencioso. Mas o homem vaidoso deveria saber que a alta opinião dos outros, alvo dos seus esforços, se obtém mais facilmente por um silêncio contínuo do que pela palavra, embora se tivessem para dizer as coisas mais lindas. Não é orgulhoso quem quer, o mais que se pode é simular o orgulho, mas, como todo o papel de convenção, não logrará ser sustentado até ao fim. Porque é apenas a convicção profunda, inabalável que se tem de possuir qualidades superiores e excepcionais, que dá o verdadeiro orgulho. Esta convicção, embora seja errônea, ou fundada apenas em vantagens exteriores e de convenção, em nada prejudica o orgulho, se é séria e sincera, porque o orgulho tem raízes na nossa convicção, e não depende, assim como sucede com qualquer outro conhecimento, do nosso belprazer. O se...