Sobre a linguagem humana: variações soltas
Ontem, sei eu lá bem porquê, às tantas até sei, ao abrir um livrito maneirinho, que agarrei da minha mesa em madeira de cerejeira antiga, dei de caras com uma afirmação de L. Wittgenstein: "os limites da minha linguagem são os limites do meu mundo". Estaquei perdido, a noite descia e eu sentia o calor, qual barco em rota à bolina, a soçobrar ao de leve. Mas, lúcido, sentia-me numa ligação primária com a terra (a modos que uma ligação com raiz), e interroguei-me: a linguagem humana nasce na ligação primária com a terra, ou aparece numa ligação secundária através de ver as coisas e olhar os outros seres humanos? Pergunta metal raro!, soprou-me a minha consciência crítica, que, trauteando, continuou dizendo: com o ver e com o olhar julgas aproximar-te das coisas distantes e de outros seres humanos próximos; mas faz agora uma pausa no julgamento e anda daí, vamos olhar as estrelas, a noite está cálida e o céu está límpido, as estrelas são luz que ainda agora está a chegar. Anuí, ...