Avançar para o conteúdo principal

Mensagens

Apresentados

Às vezes medito,

  Às vezes medito, Às vezes medito, e medito mais fundo, e ainda mais fundo E todo o mistério das coisas aparece-me como um óleo à superfície, E todo o universo é um mar de caras de olhos fechados para mim. Cada coisa — um candeeiro de esquina, uma pedra, uma árvore, E um olhar que me fita de um abismo incompreensível, E desfilam no meu coração os deuses todos, e as ideias dos deuses. Ah, haver coisas! Ah, haver seres! Ah, haver maneira de haver seres De haver haver, De haver como haver haver, De haver... Ah, o existir o fenómeno abstracto — existir, Haver consciência e realidade, O que quer que isto seja... Como posso eu exprimir o horror que tudo isto me causa? Como posso eu dizer como é isto para se sentir? Qual é alma de haver ser? Ah, o pavoroso mistério de existir a mais pequena coisa Porque é o pavoroso mistério de haver qualquer coisa Porque é o pavoroso mistério de haver... 29-4-1928 Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa. (Edição crítica. Introdução, tr...

Mensagens mais recentes

Há dez mil anos, a evolução humana ... André Curry

18 ABRIL 2026 - Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Como entender o nosso mundo convulso?

Giorgio Agamben, L’infanzia di Adamo

El hijo del hombre | Juan Esteban Constaín

Acerca de "Um compromisso partilhado com o Futuro da Educação em Portugal"

Desde, desde quando existem os seres humanos?

Ludwig van Beethoven: Fidelio

Complementarity in biological systems: A complexity view

"Aprendizagens essenciais: e se aprendêssemos com os bons exemplos?"