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Porque é que é tão difícil imaginar o que é novo?

Há quem, perante a dificuldade em entender uma proposta de alteração com carácter inovador, se escude rapidamente, respondendo, displicentemente, que "é uma possibilidade". Se escude, entenda-se. tão só com o objetivo de nada querer fazer para que tal aconteça. Mas, lá no seu íntimo, algo fica a marinar, fica a marinar o possível (adiado ou não realizado). Tal quer dizer, que só o possível, na realidade, é que é algo novo, de verdadeiramente novo. Se o possível fosse atual e se fosse útil já seria caduco e envelhecido. Eureca!, é aí que mora a novidade: o possível não vem do futuro, o possível vem do passado, o possível é o que não foi ainda (mas podia ter sido) . Percebemos o novo, se conseguirmos entender (e compreender) o passado - a única coisa que temos - se aproxime e nos ofereça algo antes de desaparecer (para sempre?!). Mas, sendo o passado sempre passado (e futuro adiado), o possível continuará a ser sempre algo que vem - uma possibilidade -, será sempre algo que vem...

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