As memórias tanto podem ser uma via sacra quanto podem ser uma via graça
(msg recebida) Ontem, como quem não quer a coisa (de onde vem a intenção?, ui as destravadas "Guerras Libetianas"!), depois de matutar na sua mania de andar com as suas memórias a tiracolo, todos e cada dia, tirei a máscara que me dei há um ror de tempo (como tempo passa!), e vi-me no meu espelho emoldurado em castanheiro antigo. Senhora dos Aflitos!, lá estava eu, eu e mim, eu - a criança de há uns quantos tantos anos, e mim - epíteto e janela da alma da minha estrela de longe. Céus!, não mudei nada, sou ainda a criança de há uns quantos anos, e, pode lá ser!, o meu mim disse-me que devia apanhar o cabelo, foi epifania da minha memória autobiográfica, senti a beleza por perto, é na experiência da beleza que o mundo regressa a casa, pois não é? Sim?, ótimo!, diz, e eu concordo, diz que essa é a vantagem de saber tirar a máscara. É-se sempre o passado que foi, a criança e o mim, pois não é assim? (Ups!, rimou). Logo que eu (eu e mim) acabe de escrever esta mensagem maneiri...