A mensagem que a "Civilização do Renascimento" enviou para o futuro
Sem saber bem porquê, dei comigo a revisitar um livro de Jean Delumeau, "A Civilização do Renascimento". Mas creio que sei porquê, porque assisti, um dias destes passado, algo entediado, reconheço, a uma conversa à roda de "Um livro como um mapa". Adiante. Com aquela ideia de "um livro como um mapa" a tiracolo, revisitei o pensamento de Jean Delumeau, relendo o seu livro sobre "A Civilização do Renascimento", como se de um mapa, em capítulos a desdobrar, se tratasse. Estranha leitura, mas interessante, muito interessante, mesmo. Ao desdobrar o último capítulo, "Da Feitiçaria à Ciência", encontrei escondida a chave de interpretação da nossa civilização, e a chave tem forma tripla: matemática, beleza, caridade . Da matemática , registei que Nicolau de Cusa, em meados do século XV, compôs um diálogo profético sobre "as experiências ponderáveis", que antecipava a ciência moderna: experimentar e submeter ao cálculo os resultados da...








