(A propósito de) Regionalização - uma reflexão
Assisti, com atenção e muito interesse, ao desenrolar do encontro (acima identificado na imagem) sobre regionalização em Portugal, e fiquei desiludido mas não surpreendido, mas não foi tempo mal gasto. Comigo, a tiracolo, levava este documento muito bem estudado e anotado quanto baste. Vamos aos painéis. No primeiro painel, a primeira intervenção coube a Isaltino de Morais, que, mui sagaz e inteligentemente, invectivou a concentração num poder central (e numa infinidade de institutos que nele se alimentam: a estória dos cinco sobreiros que impedem uma urbanização é deliciosa), e soube, sem papas na língua, dizer que "a criação das regiões administrativas, previstas na Constituição Portuguesa, implicava, ipso facto, uma reorganização da rede - reduzindo-a - dos atuais 278 municípios de Portugal Continental", muito bem!. Daniel Oliveira, perspicaz como é seu timbre (foi o único que se referiu ao significado das "regiões autónomas dos Açores e da Madeira"), lançou a ...