Em tempo paralelo: "Infancia e história" de G. Agamben, obras de C. Monteverdi (em fundo musical) e "Olímpicas" (1) de R. Descartes
Aqui e aqui, e memória ainda.
“Assim como a imaginação utiliza imagens para conceber os corpos, da mesma forma o intelecto utiliza certos corpos sensíveis, como o vento, a luz, para figurar o que é espiritual: assim, filosofando profundamente, podemos elevar nossa mente ao sublime pelo conhecimento. Pode parecer surpreendente que os pensamentos profundos sejam mais encontrados nos escritos de poetas do que nos de filósofos. A razão para isso é que os poetas escrevem pelo entusiasmo e pela força da imaginação: há em nós sementes do conhecimento, como em um sílex, que são retiradas a partir da razão pelos filósofos, e a partir da imaginação são escrutinadas pelos poetas; e essas últimas brilham mais.”
R. Descartes, Olimpicas (fragmento 1)

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