A propósito de um livro: A Doutrina Invisível - A História Secreta do Neoliberalismo
"Ligando o neoliberalismo ao fascismo e desvendando o que se esconde por detrás das teorias populistas da conspiração, este livro abre um novo caminho social e político, baseado numa democracia verdadeiramente participativa."
(Texto retirado da contracapa)
Pois é isso mesmo!, admitamos que o neoliberalismo se instalou nas nossas vidas como se fosse algo natural, está aí farsante e fazemos de conta. Acontece até que, por vezes, alguns sinais de que assim é, alguns sinais demasiado evidentes são mandados para o galheiro. Vamos a eles. (1) Que pensar e que dizer quando num país de maravilhas estreladas, num país à beira mar plantado como sói dizer-se, o Estado acena com ameaças imaginárias e promete e esbanja esmolas por dá cá aquela palha sem curar de conhecer os resultados?, num país onde o governo da nação é coutada de uns tantos políticos e banqueiros, que com esperteza refinada se apoderam da faca e do queijo e da manteiga e do doce de marmelo e quejandos? (2) Que pensar e que dizer de uns quantos que estendem a mão à esmola e de uns tantos quantos que passam a vida endividados, pagando aos bancos mensalidades com língua de palmo por ostentarem e arrotarem postas de pescada num carro novo? (3) Que pensar e que dizer de uns outros quantos que não entenderam ainda que a democracia participativa e deliberativa não é um luxo, mas que é um direito nosso? Aquilo que é bom para um não é necessariamente bom para todos, a teoria dos sistemas complexos já provou que a ideia de que "a mão invisível" do interesse privado "promoverá o interesse da sociedade e proporcionará meios para a multiplicação da espécie" (alô Adam Smith!) pode até ter o efeito oposto ("vide" crise de 2008, resultado de os bancos agirem apenas e tão só no seu próprio interesse). Adiante. Mandemos às malvas os salamaleques, as mesuras e os rapapés e ponhamos ao sol as obscuridades e as transgressões do neoliberalismo. Em tempo de barrela, há que, com finura e esperteza não saloia, chamar os nomes aos bois (e aos boys). É mais que tempo de pôr ao léu mentiras desdentadas, é mais que tempo de resgatar a democracia representativa e de abrir caminhos, atalhos e veredas de democracia participativa na vida quotidiana. Se tal não acontecer (pergunta que sobra: quem financia as eleições?), Deus nos livre e guarde, o Senhor nos valha na sua infinita misericórdia
Adenda 2, o que é o neoliberalismo?

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