Beleza na experimentação: uma análise qualitativa das experiências estéticas na prática científica

"A compreensão actual da estética na ciência tem sido impulsionada por trabalhos que examinam estudos de casos históricos. Embora importante, melhorar a nossa compreensão das experiências estéticas na prática científica exige metodologias alternativas, a fim de obter mais informações sobre as questões existentes e identificar novas. Mostramos como a literatura sobre estética da ciência pode ser enriquecida investigando empiricamente as experiências estéticas dos cientistas em relação à experimentação. Baseando-se em entrevistas qualitativas com 215 biólogos e físicos sobre as suas experiências diárias, não só colocamos à prova o enquadramento teórico obtido através do estudo de experiências históricas, mas também identificamos novos aspectos importantes daquilo que os cientistas valorizam esteticamente. Descobrimos que os cientistas encontram valor estético nas seis categorias que discutimos no enquadramento do nosso artigo: os fenómenos em estudo, os instrumentos e ferramentas, o desenho experimental, os resultados experimentais, a criatividade que exige na concepção e implementação da experiência e, por último, na realização da experiência. Vimos que podemos de fato fazer uma distinção entre a beleza visual, mais imediatamente acessível, e a beleza intelectual da experimentação, e que esta última é altamente considerada e desempenha funções diferentes em comparação com o primeira. Os cientistas descobriram que uma experiência bem concebida que realiza algo importante, seja positivo ou negativo, é uma fonte de um tipo especial de experiência estética, para encontrar beleza no processo de descoberta." Aqui.

Adenda 1, com memória.
Adenda 2, na imagem: o"Péndulo de Foucault"

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