A objectividade (e a ressonância) da verdade
Uma das maiores preocupações de Bertrand Russel foi procurar e definir a objectividade da verdade.
No seu modo de ver, três tendências filosóficas confrontam-se entre si: a primeira, quando se considera a verdade e a falsidade uma propriedade intrínseca dos juízos ou das crenças (teoria da verdade – coerência) e que é uma porta de abertura para o idealismo; a segunda, quando fazemos assentar a verdade numa correspondência entre as crenças e a realidade (tendência considerada por Bertrand Russel confusa e inarticulável); a terceira, quando damos um fundamento (objectivo) à verdade, considerando-a como propriedade dos objectos dos juízos (são verdadeiras ou falsas, em si próprias, as proposições em que acreditam os sujeitos cognoscentes.)
Podemos, e apenas numa primeira aproximação, verificar como a concepção das proposições como suporte dos valores da verdade é incoerente: entendidas como induzidas por uma relação entre os objectos do mundo, tanto podemos considerar que elas existem e, neste caso, seriam “verdadeiras”, como podemos considerar que não existem. E se as proposições falsas não existem, qual é o objecto de um juízo falso?
O desafio será saber se é possível salvar a objectividade da verdade, considerando-a uma propriedade das crenças humanas. Neste aspecto, o ponto de partida para este desafio é estar convencido que a verdade - virtude maior e suprema- não depende de quem a procura.
Terá sido esta a razão - entendida como princípio de razão suficiente - que levou um tribunal português a fundamentar uma determinada sentença em factos confirmados e validados com a “ressonância da verdade”? Mas será que é assim tão difícil de entender que as proposições possuem uma forma de existência que comporta uma qualidade não definível nem quantificável de falsidade?

Falso, verdadeiro, preto ou branco.
ResponderEliminarA elequênia da comunicação e a riqueza das palavras transmitem a força da verdade do falso, os juízos nunca são absolutamente não influenciados e neutros. Será o que acontece no al tribunal algures nesta nossa terra?