O processo criativo
Fazer o novo com o conhecido entranha-se, cultiva-se e pratica-se.
Do ponto de vista cognitivo, o acto criativo segue um percurso progressivo que consiste em definir a questão principal, observar o contexto para encontrar semelhanças com outros domínios, organizar elementos disjuntos e imaginar soluções que possam resolver a questão colocada e escolher uma das soluções para a tentar atingir. Transpor esta lógica, utilizada para perceber a complexidade dos factores que compõem o acto criativo do ponto de vista cognitivo, permite falar dos processos emocionais, em si próprios cognitivos, dos saberes já adquiridos, das inteligências múltiplas, das crenças, do imaginário, do processo criativo.
Às vezes o artista tenta fugir à lógica das etapas cognitivas do processo criativo mas ela impõe-se: encontrada a inspiração, passa a desenvolver-se um longo e fastidioso trabalho de organização e de resolução de puzzles; as estruturas emergem mas nem tudo é realizável e nem tudo vale a pena ser tentado, é preciso seleccionar e escolher. Só, a partir deste momento, pode iniciar-se um longo trabalho de elaboração de uma obra, durante o qual se torna necessário experimentar, fazer, refazer, recomeçar, reavaliar.
Porque fazer o novo com o conhecido se entranha, se cultiva e se pratica...em qualquer domínio da criação.

Entendi o recado e partilhei.
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