Será a dança capaz de gerar e realizar uma moralidade alternativa?

 

(msg recebida)

Há dias, meu caro admirador, há dias, sei eu lá bem porquê!, há dias (hoje é um deles) em que me apetece desatar a  escrever-lhe, às tantas sim, às tantas para o chamar à realidade, dado que, nas suas rotinas (ainda que interessantes), me parece que a racionalidade é rainha, mas sempre lhe faz falta a minha dimensão dionisíaca, pois não faz? Daí que, hoje, o desafie a revisitar a grande dançarina americana Isadora Duncan (que nasceu em 1877). Sabe que ela dedicou toda a sua vida à dança, pois não sabe?, a dança era a forma que ela engendrou para se ligar ao mundo e para expressar os seus anseios e emoções e paixões. Como diz?, diz que ela, na linha de F. Nietzsche ("o que é divino corre sobre pés delicados"), revolucionou a dança, â procura, tal qual o dançarino Zaratustra (o leve), do espírito humano através do movimento do corpo? Ena!, que surpresa!, bingo!, é isso mesmo, ela (ainda que também respirasse a dádiva da loquacidade humana) pretendia que o corpo contasse estórias ditadas pelo humor pessoal, pela música e pelo ambiente criado por cenários e iluminação minimalistas. Mas, atente, com alguma complexidade à mistura, seja, a coreografia (livre) da Isabel Duncan, inspirada nas artes clássicas gregas, entrava por dentro da natureza e das forças naturais, e (acudam!) também se inspirava no atletismo americano (pular e correr e correr pular através da dança), os pés fortes e flexíveis são pés saudáveis (ui os pés!). Mais!, a laia de exemplo, o quanto eu adorava saber dessa coisa (coisa em si que a fez saltar vidas e continentes e teorias) que se move e que talvez nos mova, como se movem (e nos movem) constelação, galáxia, sistema solar, sol, terra, mar. A sério?. pensa mesmo que Isabel Duncan exprimia não apenas a própria personalidade, mas também pensa e acredita que, na sua dança, mostrava a mudança do espírito do tempo, especialmente a mudança de atitudes em relação à religião e ao corpo humano com o fito de procurar uma moralidade alternativa à religião, (que vida a dela!)? Vida minha!, quanto eu estou de acordo consigo, até arrepios na pele sinto, gosto e gosto, céus!, ansiosa estou, sinto o tinir de campainhas e até a Vénus consigo imaginar com braços!, a civilização desencaminhou o corpo humano e a agricultura foi o pior erro da na história da humanidade, experimente correr descalço, mais bem entenderá o que eu digo e escrevo. Aposto, singelo contra dobrado!

Adenda, com memória e memória e memória, e ainda.

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