Acerca de "Um compromisso partilhado com o Futuro da Educação em Portugal"


Confesso, mais que muitas vezes me encabresto com o funcionamento (sofrível) do sistema público de ensino português. Umas vezes, porque fico com a sensação de que o sistema público de ensino tem aversão a mudar e percebo que o tempo em que vivemos lhe parece dizer muito pouco. Outras vezes, porque me assalta a ideia de que quem manda são os sindicatos (e outros) e não o Ministério da Educação. Mas, é verdade, verdade dura como punhos, é mesmo verdade que não vou à bola com o encolher de ombros ou com o virar as costas, e, parece e é, não me agrada a ladainha do não tenho nada a ver. Daí que, quando bati de caras nesta proposta de uma fundação bancária - que pretende "assaltar" o sistema público de ensino como forma intencional de alteração do poder  (ena!: "quatro cenários para a educação em Portugal", porquê quatro e não cinco?) - , eu tenha comentado com os meus botões: se o Ministério da Educação não analisar bem o que tal proposta significa e se não fizer o esforço de calcular bem a rota, serão favas contadas, muda o vento e a barca vai ao fundo, não haverá boia que a salve.

 Adenda, com memória e memória.

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