Sobre uma vida boa, bela, verdadeira, significativa
O que é que contribui para uma vida boa, bela, verdadeira? A resposta poderia ser a nossa fé, os nossos relacionamentos, a nossa inquietação permanente pelo sentido da vida, até poderíamos (re)visitar o pensamento de vários cientistas e filósofos e neurocientistas sobre o assunto para o atestar. Mas a resposta parece não ser essa. Vale a pena experimentar pensar numa forma diferente. Sabendo-se que a vida é um trabalho em andamento e que muitas vezes é também uma narrativa que construímos, importa também perguntar: o que é que contribui para uma vida significativa? E, logo de seguida, recorrer a relatos e a memórias comoventes da nossa própria vida, para nessas memórias e nesses relatos, encontrarmos o significado da nossa própria vida neste (também nosso) planeta Terra. A vida desenrola-se ao longo do tempo e, ao fazê-lo, começa a desenvolver certas qualidades, que podem ser marcadas pela intensidade, pela curiosidade, pela perseverança, pela leveza ou ainda por outras qualidades que se vão tornando valores narrativos orientadores. Esses valores (que conferem significados à nossa vida diária) são nossos, únicos e intransmissíveis, mas também interagem com os valores universais que nos ensinaram e que aprendemos a cultivar, como a bondade e a beleza e a verdade (como mundo e cultura em fluidez nómada). Os valores narrativos, soprou-me a minha consciência crítica, oferecem uma mui rica variedade de critérios para, por exemplo em véspera de aniversário, avaliar a nossa vida (sem artifícios ou caprichos); e para, no mesmo tempo, nos lermos a nós mesmos em forma descontraída e refrescante e divertida e graciosa e sonhadora. Eu, atónito e fascinado, registei a existência e a importância dos valores narrativos em tempo de conquista do nanomundo, e vou agora saber mais mais sobre as espantosas capacidades do cérebro humano. Aposto que vou descobrir algo diferente, aposto singelo contra dobrado.

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