A Humanidade poderá ser apenas um mau momento no planeta Terra?

 

Neste início do ano de 2026, perante as cheias no Baixo Mondego, em Coimbra - Portugal, importa, para perceber (como um exemplo apenas), andar 25 anos para trás no tempo até às cheias de 2001, e importa andar 20 anos para trás no tempo e olhar as razões que determinaram o adiamento (político) da construção da barragem de Girabolhos - Seia. Como de costume - os resultados do adiamento da construção dessa barragem o comprovam - o futuro parece estar sistematicamente ausente das representações políticas dos partidos no poder que, com vistas curtas e assessorados pelos meios de comunicação, só olham para o presente. Só olham e falam de um presente que, cada vez mais, vai ficando reduzido a uma trepidação imóvel que tem o efeito de deixar a história e a ciência, em especial na área da engenharia, em pousio intelectual. Mas, quando, de repente, surge uma calamidade é que são elas, perante as dores da vida-inferno das pessoas, perante a triste realidade, atira-se areia para os olhos e, em jeito de baratas tontas, abundam promessas e mais promessas a soar a oco e a bafio. A intenção malabarista é boa, mas até ao esquecimento das calamidades só irá um pulinho, é esperar para ver a verdade da mentira nas palavras, que sina!

Vale a pena, neste tempo de calamidades, aproveitar para pensar naquilo em que a ciência nos vai dizendo e provando. Vale a pena atentar nas projeções científicas de longo prazo (250 milhões de anos) - o tempo até ao futuro continente "Pangeia Última" -, projeções científicas que são mais que suficientes para nos encorajar a ser modestos e prudentes, aos decisores políticos e à comunicação social de forma específica. Lendo o que aqui se descreve, parece que a Humanidade poderá ser apenas um mau momento na longa vida do planeta Terra.

Quem sabe!, quiçá a ironia fina de Hubert Reeves nos ajude a pensar no futuro distante da Humanidade. Assim, a propósito, ele ironizou: "Dois planetas conversam e um diz ao outro: "Não me sinto muito bem, creio que apanhei uma Humanidade". E o outro respondeu: "Não te preocupes, ela passa rapidamente e não tem efeitos colaterais."

Adenda, com memória, e, para mais bem se entender o que aconteceu no Baixo Mondego, consulte-se.

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