... e ainda a felicidade na evolução do tamanho do cérebro humano
(mensagem recebida)
Calma, já lhe explico, espere um pouco, já lhe explico a razão de ser da imagem que hoje escolhi. Rapinei-a dum texto científico, gosto dela, ou me engano muito ou um desenho meu muito parecido, a bem dizer igual, mora no meu caderninho argolado. Antes porém, deixe que lhe diga que o texto de ontem "O que é uma coisa?" me fez lembrar o Direito das Coisas ou Direitos Reais. A coisa no Direito é material, com existência autónoma, que pode ser apropriada por alguém, que pode ser objecto de relações jurídicas mas sem personalidade jurídica. Eu e o meu preferido admirador (ou os tijolos de uma casa) não são coisas. Adiante. Também me debrucei sobre a candente questão do civismo (e/ou da falta dele), é deveras interessante, "m´espanto às vezes, outras m´avergonho", assim: ao invés de os políticos fazerem rasgados elogios ao comportamento (ir)responsável dos portugueses, deviam apelar à união de todos para concretizar objectivos comuns e deviam apelar a comportamentos correctos. Lembra-se de, em tempo útil, lhe ter falado da decadência da Europa? Pois, aí tem, estamos a vivê-la. Vamos lá então à imagem de hoje. O que ela pretende ilustrar é que a hormona da felicidade - a serotonina - impulsiona o crescimento do cérebro humano; ceguinha seja eu, ceguinha seja eu de gota serena, se não foi mesmo o que retirei deste interessante comunicado. Mas, deuses celestiais, um irritante pensamento me visitou: devemos ter muito cuidado se quisermos preferir a verdade e sobreviver num mundo onde a mentira faz a felicidade de muita gente. Como diz? Sério? Duvido, mas seja, tudo bem, vou ler e ruminar com mais atenção e amanhã passado lhe darei conta do que apurei. Recorda-se? Catita e divertido, pois não é? Eu gosto, e gosto!
Notinha 1
Ainda a propósito do texto do Byung-Chul Han: gosto da imagem, e gosto dos vestidos de gueixa e do cabelo apanhado, claro. Ah, e sim, as minhas memórias colam mesmo bem, podia lá ser de outra forma, elas são vida nua e sábia e gratuita num eterno retorno, tal qual bola colorida (alô, Gedeão!), gosto, adiante.
Notinha 2
Que me diz da entrevista (entrevista é como quem diz, quem é que entrevistou quem?) com o nosso Presidente da República? Minha Santa Maria, não gostei. Mais parecia uma conversa de café, sem postura do próprio (e, céus nublados, sem os 2 metros de distância física exigida!). Então não é que ele assumiu competências e inerentes responsabilidades que são do governo, fez de comentador político e social, deu recadinhos e, claro, pumba, disse tudo e nada, disse tão só o que queria, um sofista encartado. Lembro-lhe (a si, óbviamante) que para desfazer crenças e erros - as más percepções que levam os sofistas a dizer que "o ser humano é a medida para todas as coisas" - é preciso reavaliar essa medida, dado que há sempre uma espécie de vazio que se cava entre duas coisas. Quem me mandou a mim gostar tanto do texto "O que é uma coisa?". Vida minha, disse.
Adenda
Sete (7) meses passados, é difícil, é para mim muito difícil continuar a ouvir desculpas de mau pagador.

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