A sempre viva (secreta) música de tanto olhar a água

(mensagem recebida)
Santa Maria, Minha Nossa Senhora da Ribeira dos Cágados, dei hoje comigo, ao ler e reler o seu último poeminha, dei hoje comigo, meu adorado poeta, dei hoje comigo a exclamar: nas águas rumorosas das memórias (que agora releio), contigo acabo agora de de renascer ao descobrir o meu nome a viajar nos versos. Claro que sim, óbvio, sem espinhas, o contigo é consigo, meu admirador desde os confins do Universo e da Mente (o Universo e a Mente são dois únicos mistérios que falta ainda desvendar). Era a ti, digo, era a si que eu me dizia renascer contigo, seja: renascer nas memórias contigo é sentir-me água, terra, vento, e estrela da manhã nos corredores da madrugada com cheirinho a eucalipto. Vida, porque será? Sei eu lá bem, sou assim que se há-de fazer, adiante. Depois de descobrir o meu nome, de olhos húmidos e pele de galinha, sorri e fiquei em silêncio: o silêncio acariciado nos rumores das memórias é o mote que mora mais perto da nascente de água fresca. Sabia que ali (nas fendas do silêncio) se ouvem murmúrios de mim? Sabia que só no silêncio pode beber a sede de mim? Sabia que é pelo sabor da água que reconheço os vestígios da beleza e a ternura e os flancos do verão? Não! Não sabia. Sério, mesmo? Vida, que novidade nenhuma me dá!
Adenda
... com memória e memória.
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