Pensar o perigo como um fenómeno
(Mensagem
recebida)
Afirmou,
meu admirador desconfiado, afirmou um conhecido advogado da nossa praça, em 15 de
Fevereiro de 2017, num canal de televisão, ainda a propósito da actual novela sobre a
administração da Caixa Geral de Depósitos, cito: “A mentira, na Política, é
inevitável. Sejamos sérios”. A gente
ouve, e pergunta-se: terei ouvido bem, perigo à vista pela certa. Fui de
carreirinha, meu admirador incondicional mesmo quando um dia chove e no outro
faz sol, fui de carreirinha às ciências cindínicas para pensar o perigo. Não
sabe que as ciências cindínicas são as ciências do perigo? Olha a novidade, surpresa minha nenhuma, quando tiver tempo (e vagar) passe os olhos por aqui. Adiante. Pensar o perigo, oiça-me
que eu acabei de concluir (com distinção) uma formação de um dia, pensar o perigo como um fenómeno conduz de
imediato a um enigma. Qual enigma? Calma, que apressado! Eu explico, aplicando
o pensamento do perigo a Portugal e recorrendo a três símbolos: um titanic, um
cálice e um polícia. Parênteses. Entrei agora na sua mente e só vejo confusão, um tornado de informação atacou os seus neurónios, só pode ser. Fim de parênteses. Vamos lá que se faz
tarde, vamos lá pensar o perigo (para Portugal) como um fenómeno. Um. O comandante do Titanic
(que é símbolo de Portugal), em nome do dogma da insubmersibilidade, menospreza a existência de um iceberg (a dimensão da dívida): para a fenomenologia cindínica
trata-se da cegueira dos notáveis. Dois.
Um cálice é símbolo de sacrifício: afastem de mim esse cálice, dizem os partidos
políticos responsáveis pela dívida. Três. O polícia resume bem
a posição do actual governo: circulem, não há nada para
ver, não há perigo. Não é bem assim? Diz que não é bem assim? Seja, meu caro, seja como diz, mas, pelo sim e pelo não, neutralizem-se todas as pobres Cassandras e todos os outros profetas da desgraça, e encerrem-se, metodicamente, todos e quaisquer processos...
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