Coelho ou/e pato ou Pato e/ou coelho: dez a quinze segundos antes

Graphic of the human eye

(Mensagem recebida)
Os olhos humanos, meu caro, são absolutamente fantásticos. Ui, ui, se tiverem ainda cor azul-esverdeada, vida a minha! Agora que o meu universo de plantas do meu terraço-varanda tem terra nova, agora que as minhas plantas estão regadas e com adubo para crescerem felizes, vou esperar mundos paralelos de cores e luz. A propósito, sabe que os nossos olhos estão continuamente a ser bombardeados  por milhares de cores e formas, sabe que quando fixamos o nosso olhar em algo, os nossos olhos estão mudando microscopicamente várias vezes por segundo (a nossa percepção do mundo é diferente da entrada de informação sensorial), sabe e sabe, pois não sabe? Quando me admira, me olha e me vê, os seus olhos parecem quatro piscas em dia de felicidade, franja a minha, que arrepios, Santo Deus, tenho comigo a solução mas à distância não faz efeito. Adiante. Apetece-me, meu caro, apetece-me, provocar-lhe uma gargalhada (daquelas) e gaguejada quanto baste. Vamos lá. Apreciou, numa das imagens que lhe envio, a beleza do olho humano, isso eu sei, sei até que está armado em Michio e a pensar em universos paralelos (ai aquele Michio patinador de uma figa!); mas consegue imaginar que a figura (na imagem em baixo) é um composto de tempo de agora e passado? O que vê na imagem (mas o que é que vê, pense e diga-me; se o coelho é um pato, qual coelho, esse, sei eu lá bem, não gosto de política), o que vê na imagem, repito, meu caro admirador de mim, foi influenciado pelo que viu há dez a quinze segundos atrás. Influenciado como? Pergunta-me e pergunta bem, mas a resposta fica para um outro dia. De vaidosa, sabe bem, não tenho nada, mesmo nada, mas que agora me apetece dizer "espelho meu, espelho meu", lá isso apetece. Tenha um dia bom, sorria, divirta-se e ria a bom rir, eu estou sempre pertinho de si.

Adenda 
Perdão, meu caro, quase me esquecia de lhe sugerir um livro para este dia que vai ser com sol tão bonito. Escolhi "Uma história natural da curiosidade"... Sabe que também eu (como o autor do livro, aliás) tenho curiosidade pela curiosidade. Tem curiosidade em conhecer a capa do livro? Não se amofine, aí a tem.
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