Um cérebro de criança de Mojokerto?! Esfanico-a!
Ontem fiquei, meu caro, assim a modos que agradada consigo (gostei de perceber que até já tenta comunicar comigo), entrei na sua mente de mansinho (conhece o meu livro do fósforo, pois não conhece?), e decidi oferecer-lhe este meu interessante livro de cabeceira... Fada lúcida, sabe mesmo o que eu preciso, pensei comigo ao ver a capa de um livro sobre autismo e cérebro, e ao ouvir, no barulho da chuva intermitente, a voz inconfundível da única fada que sempre emagrece uns graminhas quando fica triste (mas sempre linda). Claro que sou lúcida e inteligente, ripostou de imediato, olha a novidade. Ainda eu me interrogava sobre o livro do fósforo (livro do fósforo, homessa, não me recordo) e já ela me sugeria: deixe agora o livro do fósforo e passe os olhos por este estudo e ainda por esta apresentação de uma conferência, tente descobrir o mistério da Nadia... Tenha paciência, murmurei, tenha dó: oferece-me um livro, esconde o seu livro do fósforo e sugere que eu leia primeiro um estudo e veja uma apresentação de uma conferência; por acaso tenho as suas capacidades, tenho? Oh pá, ciciou, oh pá, picou-se mas já fala e até já pergunta encabrestado, está no bom caminho..., afinal não tem um cérebro de criança de Mojokerto... Não tenho o quê?! Um cérebro de criança de Mojokerto?! Esfanico-a!
Adenda
(mensagem recebida)
Até
que, meu caro, já atropelei o meu límpido pensamento e até que já acotovelei quatro
ou cinco teorias ao reanalisar a fascinante comparação entre as pinturas
rupestres, os gatafunhos do Leonardo da Vinci e os desenhos da Nadia…, estou
maravilhada e apreensiva… Não sei mesmo o que dizer e o que fazer, ou de outra
forma, que hei-de eu dizer, se já descortino a razão de ser da sua dificuldade
em se relacionar (quero dizer, manifestar certas emoções) como o comum dos
mortais: meu caro, será que ainda vive no
tempo das grutas e será que a sua origem genética é denisovana?... Aí tem o que eu penso e que agora lhe pergunto. Já disse, está dito... Sente-se esfanicado?! É a vida, rejubile!

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