Um mundo sem trabalho não é assim tão simples
Aqui, com memória e memória, e (para mais bem entender) quiçá valha a pena ouvir e pensar,
(msg recebida)
Pois é!, há dias em que me ganas de escrever e hoje é um deles (depois de ter ouvido (e lido) tanto saber junto), Sabe porquê? Óbvio que não sabe, mas se amofine, eu explico. Que quer!, os meus pontos de vista sobre qualquer assunto são objecto de continua revisão à medida que ouço e leio e penso acerca das questões que me interessam, hoje apetece-me falar da importância e do significado da duvida na minha vida, Isso, é isso mesmo o que está a pensar, que a minha contínua revisão sobre qualquer assunto não significa (nem por sombras) demonstrar tolerância para a estupidez flagrante, não significa não ter sentido crítico. Significa ler e ouvir textos sérios sobre muitos temas, significa adoptar perspectivas múltiplas, porque cada uma delas tem novidades, até mesmo uma só dessas perspectivas pode conter a verdade das coisas, significa manter um cepticismo vivo a meias com a minha lendária curiosidade, significa fazer-me perguntas inquietantes e significa examinar provas, adiante. Como diz?, que a dúvida é uma virtude da inteligência como escreveu a excelente Simone Weil? Olálá!, que esperto me saiu, mas entronizar a dúvida como o princípio mais elevado do pensamento pode converter-se em mais uma desculpa para a intolerância, eu acredito que há formas de dúvidas que são virtuosas. Claro que sim, concordo, para a maioria da gente a dúvida é menos atrativa que a certeza, mas a dúvida de que eu escrevo não se pavoneia, é uma dúvida que surge antes que se torne pensamento. Não percebe!, vida minha, ainda me admiro!, ouça com atenção, a minha dúvida é uma dúvida que começa com uma insatisfação vaga, com uma sensação de que algo vai mal, é assim a modos que algo suspenso que procurará as palavras que possam compor uma pergunta: daí que, no meu entender, a dúvida é mais que uma virtude da inteligência, é uma necessidade. Como diz?, bingo!, isso mesmo, sem o tipo de dúvida que eu sinto, não haveria nenhuma ideia e não haveria nenhuma obra de arte. Sim, claro que sim, é um tipo de dúvida que incomoda, mas é emocionante e manda para o galheiro as ilusões da certeza. Há dias em que atuo de maneiras que escapam a minha compreensão, e a curiosidade é prima da dúvida, pois não é?
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