Acerca da origem de dois tipos de riso no cérebro: um ancestral e outro puramente humano

Coisas simples, coisas que parecem ser muito terra a terra, e a dificuldade para as entender é enorme, é do tamanho de um poema povoado. Vem esta afirmação a propósito da leitura deste estudo sobre as bases do riso no cérebro humano. Aquilo que parece simples, por exemplo ir ao café e conversar sobre tudo e nada, permite perceber que há frases, numa conversa agradável, que são pontuadas com fragmentos de riso suave, ecos ancestrais de conexão social. Estes fragmentos de riso suave, medidos em volume e duração, significam "agrada-me esta conversa", são mistura de subjetividade e razões . Por vezes, até acontecem  risos em sincronia; e quando uma anedota vem a calhar até uma sonora (e contagiosa) gargalhada se faz anunciar. E quando assim é, mesmo uma maldita dor de costas, divertida, dá às de vila-diogo. Isso, é assim mesmo, soprou-me a minha consciência crítica, é agora o momento azado para releres o estudo com mais atenção, talvez consigas perceber o que vem acontecendo no cérebro humano ao longo de séculos de evolução, quiçá descubras que, também no cérebro humano, existe uma pedra de roseta. Reagi à sugestão com um sorriso de orelha a orelha, óbvio que sei a importância da "Pedra de Roseta", e agradou-me sobremaneira a comparação (pedra de roseta) e o desafio (reler o estudo), lembrei-me até do pato-coelho de Wittgenstein, vá lá saber-se porquê!


Adenda 1, com memória e memória e memória.

Adenda 2, há dias (hoje é um deles), em que vale a pena (re)memoriar o que se sabe sobre o cérebro.

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