Avista-se daqui uma "terra incognita"...
Gostei, meu caro, gostei do
nosso diálogo de ontem, ai se eu gostei, ui quanto me faz feliz a temática
omariana. Mas, como não há bela sem senão, entendo que o nosso diálogo para que se
possa rotular de “magnum opus”, terá
de ser reduzido a um verso apenas. Não, isto não me está a acontecer, refilei
por dentro de mim, ainda nem dormi uma pinguinha de sono, e já ela (a única
fada que só dorme aninhada), atravessa de sabrinas deslizantes o meu quarto e em ziguezague saltitante (lençol de
linho, cuida-te!). Deve ter ouvido o meu pensamento porque foi direitinha ao
assunto: não sabe o que significa “magnum
opus”, olha a novidade. Claro que sei, claro que sei, ripostei, aí tem
então o verso que traduz todo o nosso diálogo de ontem: “assim as letras do nome dela tremeluzem em mim”. Adoro, adoro,
adoro, meu caro, cantarolou, conseguiu. O meu lençol de linho velho (que sortudo) já tinha dona. Ela,
enroscadinha, dizia-me que no “código de hamurabi” se pode ler que “aos poetas prolixos, um par de versos como
cela”, rindo-se a bandeiras despregadas. Se pensa que estou admirado,
reagi, por me ter rapinado o meu lençol de linho, tire o cavalinho da chuva, já
estava à espera que isso acontecesse. Estou nas nuvens, meu caro, estou nas
nuvens, retorquiu, descobri um novo significado para “magnum opus”, e até descobri o sentido dos gelados "magnum" de morango e baunilha; que paisagem, acumula-se e retorce-se! Paisagem? Não pude deixar de perguntar, perplexo e confuso.
Oh, oh, meu caro, segredou em melodia, o seu embaraço deu origem a uma erecção oportuna, que paisagem, avista-se daqui uma "terra incognita", seja, a partir daqui não sabemos nada...
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