Agir, amar e conhecer, gosto, gosto, gosto
Adenda (mensagem recebida)
Ando a modos que perdida, meu caro, ando a modos que perdida... Há para aí uns maduros que, na linha do Auguste Forel (se não sabe quem ele seja, tem bom remédio, procure saber), continuam a afirmar que "a alma e a actividade do cérebro vivo são uma e mesma coisa"... Tudo bem, até que não é mal pensado partir do postulado de que assim é, enquanto não se provar que existem almas sem cérebro e cérebros vivos sem alma. Adiante. Mas então que significado pode ter o velho ditado de que "os olhos são uma janela para a alma"? Sabe? Terá algo a ver (tu queres ver, olálá) com o facto de os olhos estarem sempre em constante movimento e alguns (muitos) desses movimentos serem inconscientes? Dizem-me que a pupila dilatada (ui os meus olhos bugalhados, ui Jesus, Maria, José, Santo Deus!) está ligada ao grau de incerteza numa tomada de decisão. Será?! Será mesmo?! Confirma-se que o importante (no estudo do cérebro) é descobrir que um cérebro está vocacionado para a acção? Que o cérebro é a representação do mundo e é o centro da nossa acção no mundo (que desvairado e inteligente era o Artur Schopenhauer, olhe só a barba e o cabelo dele, ó céus, acudam-me que perdi uma gargalhada, vida a minha, sou assim que se há-de fazer)? Fixe bem, meu caro, a imagem que agora lhe envio. Obrigada, obrigada, obrigada, acabei de ler na sua mente (lindos olhos azuis os seus) que é na actividade integrada (agir, amar e conhecer) do cérebro que a alma se revela... Agir, amar e conhecer, gosto, gosto, gosto!
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