800 anos tem a "Magna Carta"


King John
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(Mensagem recebida)
Vou de carreirinha, meu caro, dar uma volta por dentro das circunstâncias da "Magna Carta", sempre arejo uns neurónios preguiçosos (tipo os seus). Sabe que ontem me assaltaram saudades de si? Vida a minha, daquelas! Fui à minha estante (aquela que tem o sofá por perto, sim é esse, é esse o sofá onde se aninha a minha roupa do dia seguinte); e, zás, rapinei "A Expressão dos Afectos" que lhe ofereci a si (e guardei para mim) em Julho de 2002. Abri o livro e (ó céus) que subtil a minha dedicatória, ainda coro quando a leio, sou assim que se há-de fazer! Pronto. Não digo mais nada. Agora sei que está sempre comigo e que vai aparecer muito breve... Não digo mais nada, meu caro, mas escrevo. Tem razão, é preciso escrever para que as coisas nos apareçam com clareza, a escrita funciona como uma lente que apura os contornos e permite compreender os finíssimos laços que os afectos entretecem entre nós, verdade? Agora, vou ainda alisar as curvas do vestido que escolhi para amanhã, depois atravesso o corredor às escuras, desmancho o meu cabelo, ponho os olhos grandes em segurança, pesquiso no ar o cheiro dos meus amores perfeitos, e entro de mansinho na minha cama de almofadas a pensar em si... Ou a noite está quente ou algo me está a acontecer, vida a minha, que desejo de perdição o meu! Só mais um segredinho de pé de página: adoro o seu sorriso embevecido quando me contempla. Sou tão linda, Deus meu!

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