O mistério da malcriada língua de fora


(Mensagem recebida)
Ontem, meu caro, foi o dia da mulher e, Santo Deus, dei por mim a pensar em tantas e tantas mulheres cientistas; pensei em algumas mais célebres e vi ao vivo algumas delas a debitar saberes (não gosto que se apresentem pouco femininas, acho censurável)... E de que é que me lembrei? Lembrei-me que a teoria da relatividade geral de Einstein faz 100 anos neste ano de 2015 - ano denominado da luz - e, zás, sabendo que a luz é o andaime da teoria da relatividade geral, descobri o significado da malcriada língua de fora do Einstein: a relatividade geral deu curvas femininas ao espaço e ao tempo, atribuindo-lhes maleabilidade e vida própria e ele ficou assim desvairado, oh, pá, oh, pá, oh, pá!... Claro que sei, meu caro, claro que sei que a teoria retirou ao tempo o predicado de fluir, o tempo não escorre do passado para o futuro, claro que sei, mas isso é outra história. Calma, tenha muita calma, o tempo que a teoria da relatividade geral enxovalhou é o tempo fundamental..., não é o tempo sentido por nós (por exemplo), nós somos sistemas complicados que exigem estruturas emergentes; hei-de falar-lhe, um dia destes, da entropia, ela é um pesa-balbúrdias no desnorte dos dias, e é ela que nos dá o tempo emergente que sentimos à flor da pele... Adiante. Não vislumbra o que (e como) sejam as curvas femininas que a relatividade geral deu ao espaço e ao tempo, é isso?! Pois tem bom remédio, ponha os olhos em mim, e tento na língua!

Adenda (nova mensagem)
E que tal, meu caro, se dispusesse de um pouco mais de uma hora e meia do seu tempo, para revisitar a vida e obra de Einstein? Arrisque..., vai gostar de rever o Michio Kaku. Nem de propósito, meu caro, há uma ideia a acotovelar-me o pensamento: "se passámos de um Universo parado para um Universo em ebulição, um Universo elástico e humano, que nasce, cresce e, quem sabe, morre, então houve um dia em que não houve ontem...". Houve um dia em que não houve ontem, pode lá ser!

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