Raízes da Curiosidade


Hoje é dia para uma aproximação à excelente Fundação Champalimaud... Talvez se conjuguem a vontade e o tempo e a curiosidade (quem sabe!), para participar, no final deste mês, em "Raízes da Curiosidade: Simbiose entre arte e ciência"...


Adenda (mensagem recebida)

Gostei. Gostei, meu caro, da ideia de coscuvilhar as raízes da curiosidade, e fiquei assim a modos que ainda mais curiosa do que já sou… Mas, oh pá, sei lá bem porquê, desde ontem que não me sai da cabeça a publicidade aos perfumes. Decidi fazer-lhe uma pequenina provocação. Seja. A publicidade aos perfumes é a mais conceptual das publicidades possíveis, consegue encher de qualidades exteriores um produto totalmente desprovido delas. Ei, tenha calma, eu explico-me melhor. Que se pode dizer objectivamente de um perfume? Que cheira muito bem, que tem uma base floral com notas de sândalo? O perfume é nada, é intangível, é efémero… Percebe agora porque é que o que rodeia o perfume, o frasco, a marca, os corpos, a publicidade são importantes? São importantes porque devem transformar em objecto de desejo um líquido cheiroso e que se diferencia minimamente de outros cheiros agradáveis. Imagino que esteja perdido e curioso (curiosidades, meu caro, curiosidades) com a minha conversa, e por isso lhe deixo um e outro anúncio. Que tal? Tenho ou não razão quanto ao carácter conceptual da publicidade? Adiante. Claro que acredito no que está a pensar; está a pensar que a publicidade o não convenceu, e está curioso por saber porque é que provocado por uma publicidade tão interessante e por corpos tão belos, só pensa em mim, nas minhas suaves formas perfeitas e no meu delicioso perfume. Fácil, fácil de explicar, meu caro: eu é que escolhi o meu perfume e eu é que o escolhi a si. O meu perfume é simbiose entre entre eu e mim, pois não é?

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