Pontos nos is

Ora aqui está uma "espécie de notícia" que não deixa ninguém indiferente. E não deixa ninguém indiferente porque parece desvendar algumas formas solidárias (surpresa!) de iniciativa social em que aparentemente todos ficam a ganhar… A verdade (por mais que alguns se sintam desconfortáveis com a verdade) é que assim não é... A verdade (indiscutível e indesmentível) é a que assim se formula: “trabalha-se e tem-se como pagamento comida”. Ou seja, alguns portugueses (jovens e menos jovens) "lutam pela sua sobrevivência, pela comida, pela vida e ficam "agradecidos""; outros portugueses com responsabilidades institucionais,  em vez de trabalho remunerado e com direitos, dão comida a troco de trabalho sem direitos... E rotulam esse trabalho (pasme-se!) de trabalho voluntário: mas uma “Junta de Freguesia” não sabe que o trabalho voluntário está regulamentado? E, pergunte-se a talhe de foice, afinal para que é que servem as IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social)? O Estado deve regular e fiscalizar a sua actividade, têm que ser bem geridas e devem agir em favor dos cidadãos mais desfavorecidos, adaptando-se com agilidade à realidade social local...; a título de exemplo, quantas delas têm organizados programas de voluntariado, alguém sabe? Claro que ninguém sabe, e até não sabe quem tem obrigação de saber... Somos (e nunca será demais sublinhar que assim é), de facto, um país de gente solidária e muito decente… Não temos é governantes ((aquilo que os actuais vêm fazendo (bajuladores e servos de entidades credoras) é apenas uma gestão furtiva e "paroquiana" do presente, sem a noção mínima da sua obrigação de preparar um futuro para Portugal)); também não temos uma comunicação social à altura dos desafios deste tempo de crise social (muito grave) em que vivemos (precisamos, isso sim, de uma comunicação social que tenha vergonha e que não baralhe as pessoas com notícias que não respeitam a dignidade humana). Uma constatação se pode assim formular: não é admissível (por mais argumentos que se aduzam) que se ultrapasse a linha subjectiva de dignidade entre animais e seres humanos... A direcção política de Portugal faliu em toda a linha (já todos o sabemos), a paciência dos portugueses já está por um fio e a extinção das atitudes políticas "jurássicas" já vem a caminho.
Aditamento
Concordo: bem pensado melhor escrito.
Aditamento
Não desistam e divulguem (depressa) os resultados.

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