Os dinheiros públicos são dos contribuintes...
1. Vamos admitir que esta notícia é verdadeira, e que é verdadeira nos exactos termos em que está redigida: um funcionário de um serviço da Segurança Social gastou indevidamente 500 mil euros em chamadas telefónicas durante um ano; está detido (e bem!) por ter provocado um prejuízo ao Estado.
2. Uma pergunta se agiganta: se foi necessário gastar 500 mil euros em chamadas telefónicas ((durante um ano (numa utilização regular) corresponde a um dispêndio mensal de cerca de 40000 euros)) para que alguém descobrisse, não será importante divulgar as funções do dito funcionário? (...) Pasme-se! Tão só uma medida de gestão corrente (a utilização de "balancetes trimestrais" para regulação do orçamento anual do serviço) teria detectado o problema mais cedo...
3. Ainda com maior precisão: se o dito funcionário não tinha responsabilidades de direcção ou gestão, então alguém tem que ser responsabilizado por negligência e/ou conluio; se o dito funcionário tinha funções de responsabilidade de direcção ou de gestão, então os 500 mil euros (gastos indevidamente) são a ponta de um "iceberg" de incompetência e desvario (de que até notícia parece fazer parte).
4. Se, há muito (muito tempo já) existe tecnologia que permite barrar chamadas de valor acrescentado, é óbvio que devem ser escalpelizados os contratos estabelecidos entre o Estado e as empresas de redes telefónicas.
4. Se, há muito (muito tempo já) existe tecnologia que permite barrar chamadas de valor acrescentado, é óbvio que devem ser escalpelizados os contratos estabelecidos entre o Estado e as empresas de redes telefónicas.
5. Finalmente: foi ou não foi determinada uma auditoria ao funcionamento do serviço público em causa (os dinheiros públicos são dos contribuintes e não são dos serviços públicos, ninguém pode esquecer-se)? Se sim, quando e para apurar o quê? Se não, porquê?
6. Quem souber que responda... E quem tem que agir (institucionalmente) que se chegue à frente e que não tenha medo..., é seu dever e é sua obrigação.
7. É uma notícia sensacionalista? É. É um caso de polícia? É. É um caso de justiça? É. É um exemplo flagrante de mau funcionamento do Estado, um exemplo de desvario na utilização de dinheiro dos contribuintes? Claro que é!
7. É uma notícia sensacionalista? É. É um caso de polícia? É. É um caso de justiça? É. É um exemplo flagrante de mau funcionamento do Estado, um exemplo de desvario na utilização de dinheiro dos contribuintes? Claro que é!
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