Deixa-me saber o que escreveste

Era um hábito de sempre,
ela enroscava-se no sofá com os pés pequeninos
reinando em silêncio.

Era um hábito de sempre,
ela folheava os livros com as mãos maneirinhas
dedilhando em intimidade.

Era um hábito de sempre,
ela sonhava outros dias com os olhos grandes
compondo poemas de futuro.

Era um hábito de sempre,
ela afundava-se em novelo de gato na madrugada
espalhando os versos pela sala.

Deixa-me saber o que escreveste!

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