A Inteligência Artificial de A a Z
REDES NEURONAIS ARTIFICIAIS
"Foi o médico espanhol Santiago Rámon y Cajal (1852-1934) que concluiu, no final do século XIX, que o cérebro humano é uma rede complexa de células, que foram chamadas neurónios. O nosso cérebro tem cerca de cem mil milhóes de neurónios, mais ou menos o número de estrelas na Via Láctea. A ligaçáo de neurónios é bem emaranhada: de cada nó partem cerca de mil sinapses, formando uma rede neuronal, com mais de cem bilióes de ligações. Há muito tempo que os investigadores de IA tentam imitar o nosso cérebro construindo redes neuronais artificiais, isto é, um conjunto de numerosas unidades, semelhantes a neurónios, ligadas entre si. A velocidade da transmissão de informação é muito maior nas redes neuronais artificiais do que no cérebro, pois nelas circulam electrões em vez de iões que passam nas nossa sinapses. Os progressos são impressionantes desde os primeiros tempos da IA, a meio do século XX.
O "perceptrão" foi o primeiro modelo de uma rede neuronal. Surgiu em 1943 num artigo intitulado "Um cálculo lógico das ideias imanentes à actividade nervosa" da autoria dos norte-americanos Warren McCulloch (1898-1969) e Walter Pitts (1923-1969), o primeiro neuroanatomista e psiquiatra e o segundo matemático e cientista cognitivo. Mas era apenas uma ideia, que só foi concretizada em 1958 na forma de hardware por uma máquina chamada Mark I Perceptron, da autoria do psicólogo norte-americano Frank Rosenblatt (1928-1971). Esta rede neuronal já executava algumas tarefas, como classificar dados, que de algum modo se assemelham às de um olho." pp. 104 e 105

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