sábado, 24 de junho de 2017

Um desejo de justiça não é suficiente, ponto

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(Mensagem recebida)
A(s) tragédia(s) filhas dos incêndios (pavorosos) dos últimos dias, meu admirador de mim soprana em madrigais do settecento, puxaram-me para a re-leitura de um livro (célebre) sobre a Justiça (área de saber - e não é para me gabar - em que me movimento em passos de bailado), corrijo, sobre a Justiça e sobre o desejo de justiça, Vou agora transcrever-lhe o texto da contracapa e até amanhã passado espero os seus comentários. Ora leia:
- "Un désir de justice ne suffit pas. Il faut comprendre l´univers dans lequel nous vivons. Ce que j´ai vu, de la protection de l´enfance jusqu´aux instructions financières, a chnagé mon regard. Chaque jour en Europe, des magistrats découvrent la pointe émergée d´un iceberg. Un nouveau monde se dessine, j´aimerais que chaque lecteur comprenne le sens de cette histoire. Pour que la justice devienne notre affaire à tous."
Leu? Que lhe digo eu? Digo que o chão queimado e ressequido (por agora silêncio tempestuoso) ainda vai há-de ser voz, ainda vai ser o grito de todos nós (xô, rima). Mais, digo que um desejo de justiça (perante o resultado daquelas tragédias) não é suficiente, ponto.

Poeminha em prosa: distância e presença

Hoje – estando a pensar em ti, eu estou sempre a pensar em ti - dois versos me apareceram com a mesma naturalidade com que um botão de rosa se abre em flor: sem palavras e em graça e sorrisos. Gostei, gostei deles, só não percebi porquê - um e outro - começam em som de hãhãhã. Fina e perspicaz intencionalidade, alvitrei, só pode ser. Se amanhã outros dois versos me aparecerem igualmente intensivos e naturais, poderei então acreditar que há poemas sem palavras que me prendem e me buscam e me partem e me voltam. Saberei (confirmarei) então porque te sei distância e presença - invisível e misteriosa - no quotidiano do meu existir, iluminado e adocicado pelas meninas dos teus olhos grandes. Agora o meu sentir é da jubilosa esperança que existe dentro e fora de mim. Decididamente é verdade que - não tenho (mesmo) qualquer dúvida - gosto muito (e muito e muito e muito) dos versos que começam em som de hãhãhã: quem foi que falou em musa?

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O que as pupilas nos dizem sobre a linguagem

Ante una palabra, las pupilas comienzan a dilatarse (0 – 0.5 s) tras la activación general del cerebro. Cuando esta activación inicial ha concluido, las pupilas se contraen (0.5 – 2 s). El tamaño de la pupila también está determinado por la luminosidad evocada por las palabras: disminuye (1 – 3 s) cuando evocamos una palabra relacionada con la oscuridad. Credit: © Sebastiaan Mathot, University of Groningen.
(Mensagem recebida)
Nem sei que lhe diga e nem sei que lhe conte, meu estonteado admirador. Então não é que ao ler este estudo dei comigo a matutar: necessitam aqueles maduros de grandes estudos para saberem que as pupilas se contraem e se dilatam quando ouvimos (ou lemos) palavras? Fartinha do o saber estou eu, vida, imagine que sempre que leio um "linda" (dirigido a mim única) os meus olhos grandes ficam piscos. E, céus, quando não percebo uma palavra mais nublada, záscatapraz, os meus olhos bugalhados ficam faróis. Adiante, se não tiver tempo e nem pachorra para ler o citado estudo, leia pelo menos este comunicado...
Adenda (22/06/2017)
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O que é que eu não descubro, meu admirador em todos os dias, vida! Ainda a propósito das características específicas dos meus olhos grandes... Deambulava eu pelos ditos dezideiros (provérbios mirandeses) e estaquei aqui neste dezideiro: "Ls uolhos son I speilho de l´alma". Céus, tossiquei um hãhãhã, e rabisquei uma mensagem para os autores do estudo de que ontem lhe falei, esta: "eilhes, ls uolhos mios son ua lhinha fundamental da cultura umana que s´arrima a bida buona, cuido que, oujetibamente, son I speilho de l´alma mia bela y berdadeira". Santo Deus, só agora dei por isso, enviei-lhes a mensagem em língua mirandesa; vida, acudam, acabo de tropeçar numa gargalhada vadia. Que quer, sou mesmo assim de nascença, guicha e asadinha, que se há-de fazer!

Quem esclarece o que aconteceu?

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Primeiro, a gente  e pondera... 
Depois, uma pergunta irrompe: quem esclarece o que aconteceu?
Adenda 1
"Casa arrombada, trancas à porta": óbvio e pois claro!
Adenda 2 (mensagem recebida em 22/06/2017)
Foi hoje publicada em DR, meu admirador mais que preferido, foi publicada a Portaria n.º 195/2017. Leia  bem, com atenção, e espante-se com o período crítico de incêndios de 22 de Junho a 30 de Setembro. O diploma é de certeza (digo eu que nunca me engano) anterior aos grandes incêndios dos últimos dias e a sua publicação (hoje) é tardia e até parece mal depois do que aconteceu: o período crítico começa hoje, Deus me livre e guarde, que gentinha manhosa! Desfazamentos de datas, meros lapsos, enfim... Oh céus, espante-se, meu admirador de mim perfeita, as noticias, ouvi agora, dizem que o período crítico ia ser decretado a partir de 01 de Julho. Pior ainda! Fizeram a Portaria à pressão e anteciparam a data... Depois de tudo ardido...! Idiotas a governar o país e a todos os níveis do Estado (autarquias incluídas). Nossa Senhora dos aflitos os proteja enquanto eu os desanco até mais não...
Adenda 3 (nova mensagem recebida)
Recorde primeiro, meu admirador, recorde esta minha mensagem que lhe enviei em 13 de Agosto de 2016. Depois, vida, demore-se nesta notícia datada de 20 de Agosto de 2016: estou sem fala, ele há coisas sem explicação, há, pois não há? Vida, nasci asadinha, prendada, acutilante, torneada (xô, rima), vida, que quer, que, que (até já gaguejo), que se há-de fazer!

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Montepio e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Muito e muito (e muito) se tem escrito sobre o estado de saúde financeira do (abreviando nomes) Montepio. Acontece que (percebe-se nos bastidores das notícias) uma coligação de interesses políticos - Presidente da República, Primeiro Ministro e Ministro da Segurança Social - se encosta à peregrina ideia de que à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa ((Misericórdia rica (explora em monopólio jogo de apostas desportivas) e detém um estatuto próprio e único: o Provedor e Vice-Provedor são nomeados pelo governo)) cabe a responsabilidade de dar um impulso à manutenção e dinamização (em Portugal) de um (dito) banco para a economia social, injectando capital no Montepio (dizem que cerca de 140/180 milhões de euros).
Ainda três observações a propósito do assunto. A primeira, a ideia da necessidade de um banco para a economia social é uma treta (a situação do actual Montepio o mostra à sociedade e à saciedade: a supervisão falhou redondamente). A segunda, a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (e outras) no capital do Montepio é um escândalo: essa actividade não é e nem deve caber no objecto social de uma Misericórdia - a sua missão (já centenária) é desenvolver as obras de misericórdia. A terceira, há quem diga que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa tem alguns biliões de euros (dizem que três) em "depósitos e outros produtos finaceiros" em instituições financeiras; admitindo que alguns desses "depósitos e outros produtos financeiros" possam repousar no Montepio (eventualmente sem retorno), então tudo melhor se desvela e se explica: a bom entendedor meia palavra basta.
Matutando eu nestas questões, eis que me apareceu (sem o esperar) uma excelente e fundamentada opinião: muito bem!

Uma História de Deus: Deus terá futuro?

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(Mensagem recebida)
Com uns dias de atraso, aqui estou eu de novo, meu admirador incondicional. Sei que sim, sei que adoraria que hoje lhe enviasse um poeminha. Acontece, vida, acontece, porém, uma coisa verídica, certa: eu escrevo em prosa (ossos do ofício) e não em versículos, que realmente não me inspiram grande estima (uff, desabafei). Gosto da prosa exacta e pura, nada de delicodoces a não ser um ou outro eheheh ao desafio, seja, gosto da maneira de ver e pensar de Carlos Magno, grande legislador, protector da gramática e zeloso defensor da clareza do discurso. Alega que, meu admirador de mim única, digo, sempre única, alega que só medida e ritmo conferem forma à beleza, alega que medida e ritmo são muito mim quotidiana. Muito bem, quero então eu saber como é que salto sobre três ou quatro pés jâmbicos, tropeçando a todo o momento em toda a espécie de dáctilos e anapestos, bem como uma certa assonância das palavras finais possa constituir uma forma mais severa do que uma prosa equilibrada, com leis muito mais subtis e equilibradas. Adiante, explique-se, ou faça-o numa outra altura, pela sua cara já entendi, vida, nem se lembra bem do que um dáctilo (sim tem a ver com dedo) e nem atina com o significado de anapesto. Sinto-o, meu admirador, sinto-o a guiar o seu olhar (xô, rima) para mim e a recordar momentos especiais em que me elevo em ritmo galopante, em ritmo ardente de anapesto, vida, gosto: está mui pasmado, que quer, sou assim de nascença, que se há-de fazer!
Adenda
Aproveito para lhe enviar uma sugestão de leitura - “Uma História de Deus” - para o próximo fim-de-semana. Demore-se (aqui e agora e apenas) no título do último capítulo “Deus terá futuro?”…, e, quando lhe apetecer, borde rimas sobre o tema, quem sabe tropece numa intensa unidade de ritmo poético, seja, num anapesto: inspire-se aqui... Se, pergunta-me e eu respondo, se se desvela (nas sugestões que lhe faço) que eu sou a luz, a beleza e o oxigénio da sua vida? Óbvio, claro que sim, sou tudo isso e muito mais ainda: terei sido golfinha numa outra vida? Céus! 

sábado, 10 de junho de 2017

A nova inteligência...

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"Este livro descreve uma mudança de proporções sísmicas que, apesar de ainda não ter sido ainda cabalmente detetada, já se encontra em curso em grande parte do mundo desenvolvido. Estamos a passar de uma economia e sociedade assentes nas competências características da Era da Informação, lógicas, lineares, quase o decalque do funcionamento de um computador, para uma economia e sociedade erigidas sobre as capacidades criativas, empáticas e de desenvolvimento holístico, características do que se está a construir no seu lugar: a Era Conceptual"

Adenda (mensagem recebida)
Até que concordo, meu admirador, com a sua escolha deste livro no dia de Portugal, bem que é necessário desenvolver neste nosso país uma nova inteligência. Se eu já tinha lido o livro? Vida, então não, logo em em 2006 quando foi publicado. Logo, nessa altura, me perdi na ideia de labirinto circular (desenhos meus, o círculo é um arquétipo para a integridade e união, desenhos meus, quando as pessoas entram num labirinto circular começam a ver a sua vida inteira, desenhos meus, desenhos meus!). Adiante. Ora leia (na página 242 da tradução portuguesa): "Vivemos num mundo dominado pelo hemisfério esquerdo..., e há outro mundo que temos que integrar de modo a estarmos à altura dos desafios do próximo século", afirmou Artress. Quando as pessoas caminham num labirinto circular, "alteram a consciência do linear para o não linear" e isso traz à superfície "a parte profunda e intuitiva de cada um de nós, a parte que é capaz de reconhecer padrões". Adiante. Oiça agora esta faixa de um CD: há sempre uma estrada a percorrer, registe: uma estrada a percorrer com o hemisfério direito do cérebro ao volante. Claro que sim, sim, todas as músicas do CD são lindas e eu também, óbvio: linda e inteligente, digo, mui linda e mui inteligente.