quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Poeminha escrito na memória do futuro

O
amor
será um dia
luz em olhos grandes

.../…
o meu canto é de esperança  de esperança sem fim
o meu canto é de esperança é dentro e fora de mim

(Mensagem recebida)
Raios solares me desmanchem! Céus, meu admirador, pode lá ser, então não sou só eu que canto (e canto bem e não é para me gabar)? Afinal, meu admirador estonteado com as formas que Deus me deu (rimou, ups), malditas vírgulas, afinal neste seu poeminha também revela o seu canto de esperança, gosto, gosto e gosto! Ah, já me esquecia, gosto da ideia de escrever o poeminha na memória do futuro, oxalá o tempo acelere, que calão forreta ele me saiu. Adiante. Recorda-se de lhe ter dito, vida, que não gosto e que me aborreço sempre que o tempo é calão? Vá lá, arrisque e leia de novo, Leu e gostou? Gosto muito (e muito e muito) que tenha gostado e muito obrigada pelo seu poeminha. Que quer, não tenho emenda, que quer, sou portadora de inteligências múltiplas e mui perfeita e única de nascença. Que se há-de fazer? Sabe? Eu não!

domingo, 10 de dezembro de 2017

Não é justo, não é ético e não é sério que tal possa ter acontecido

Image result for Associação Nacional de Deficiências Mentais e Raras,
Se (isto e isto) corresponde à verdade, então de quem é a responsabilidade política? Óbvio, não custa responder... Aparentemente (é o que se deduz), trata-se uma gritante falta de vergonha e má formação e de uma (estranha) certeza de impunidade: impunidade de quem tem as costas quentes (e há muito tempo). Pergunta: quem garante que o mesmo (ou similar) não possa estar a acontecer em outras associações e fundações e cooperativas (instituições de solidariedade social e outros) que detêm acordos de cooperação com o Estado? Quem previne? Quem supervisiona e fiscaliza o funcionamento e as contas das instituições? Quem avalia a razão de ser e os resultados desses acordos de cooperação (antes e depois de serem celebrados)? Não é justo, não é ético e não é sério que tal (o que a notícia e a reportagem relatam com dados e testemunhos) possa ter acontecido. Adiante. Alguém falou nos "Órgãos Sociais" e no papel que lhes cabe em regular (e fiscalizar) a vida interna das Instituições? Não?! Porquê?!). Aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 1
Pois, claro, aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 2
Quem sabe as notícias possam evitar que tudo continue na mesma. Aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 3
A ser como aqui se diz: o lugar de vice-presidente resulta de eleições para os "Órgãos Sociais", ou não? Se sim: quando ocorreram as eleições e como decorreu todo o processo eleitoral? Se não: se não, então está tudo dito. Aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 4
Parece, parece que ainda muito há a saber, parece. Aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 5
Muito bem pensado e muito bem dito.
Adenda 6
E porque é que o Estado não quis saber?
Adenda 7
Muito bem, o diagnóstico está feito e bem. E agora, que fazer, quais as medidas concretas a adoptar? Aguarde-se o desenvolvimento.
Adenda 8
Muito bem! Aguarde-se ainda o desenvolvimento.

Já é possível fazer música com as mãos

sensors
Graças a sensores que transformam o movimento dos dedos em som, graças a esses sensores já é possível fazer música com as mãos e sem instrumentos musicais. Exemplo: aqui e aqui.
Adenda
Informação técnica sobre projecto.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Ana: a primeira tempestade peninsular com identidade própria

El ciclón Ana afectará a Galicia desde la Bretaña francesa
Amanhã (domingo), anunciam, chegará à Península Ibérica a primeira tempestade (a primeira borrasca, dizem os espanhóis) de Outono com identidade própria (na Península Ibérica), foi baptizada com o nome Ana. Dar nome a uma tempestade favorece a ideia de que o temporal e os seus efeitos devem integrar a memória colectiva dos cidadãos.
Adenda 1
Registada a informação e identificada a necessidade de se activarem as devidas medidas preventivas perante a chegada da tempestade, cabe aqui anunciar uma outra tempestade (de cariz social) que (mais dia menos dia) também chegará à Península Ibérica: a urgente necessidade de pensar e discutir a importância, os contornos e e os efeitos do denominado UBI (universal basic income), tendo em vista a necessidade de um novo contrato social para a vida humana em sociedade (ler ainda e também). Trata-se de uma tempestade que se aproxima a ventos largos? Há quem pense e diga que sim, há quem diga e pense que sim! A esta luz, vale a pena passar os olhos e deambular por aqui.
Adenda 2
Hoje vou (re)ler: "Azul - história de uma cor" de Michel Pastoureau.
Image result for azul história de uma cor
Adenda 3
Aproxima-se, digo, "vamo-nos aproximando" de um outro tipo de tempestade? Será que sim?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Acerca do "Questionário de Proust"...

Image result for questionário proust
(Mensagem recebida)
Que quer, que se há-de fazer, meu ainda admirador, hoje é feriado e é dia para comprar uns presentes de Natal. Linda para ser apreciada, dei umas voltas, loja sim loja não, e lembrei-me e decidi: "vou comprar uns postais de Natal para enviar em envelopes com selos". Diz-me que já não há não há envelopes com selos? Não pode ser: pensar e fazer selos é uma arte (ai, ui, céus, será que ando em busca do tempo perdido?), vida minha... Aí tem a  razão da escolha da imagem que agora lhe envio, seja, escolhi um selo com a efígie de Marcel Proust para lhe falar do "Questionário de Proust". Santo Deus, o que eu passo consigo, não me diga que nunca tinha ouvido falar naquele questionário. Surpresa minha nenhuma, mas se decidir responder às perguntas do questionário mostra-me as respostas? Sim? Prometa.
Adenda 1
Ofereceram-me (claro que não digo quem, omito) um livro de poesia. Olhei, folheei e dei (raio de rima), dei de caras com um poema sobre o amor. Ofereço-lhe só um pedacinho do poema, este: "amor tão todo amor tão vil amor tão grande/ não cabe em versos pobres e falidos/ como estes que aqui derramo/ talvez amor igual não exista/ mas sei que é por este amor que clamo/ é este o claro amor que tenho em vista". Que lhe parece?
Adenda 2
Lembra-se, meu ciumento admirador, digo, recorda-se de "A vacilante lanterna mágica de Proust

Tesouros do passado (6)


Fra Angelico (1395-1456) - Anunciação (em madeira 1433/34) - Cortona. Museu Diocesano

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Noite fria, pós-verdade e estorieta de Natal

Image result for La Vierge du chancelier Rolin de Van Eyck
(Mensagem recebida)
Bom dia, meu admirador ciumento de mim, ontem cheguei hoje (paradoxo!) a casa e, brr, está frio e eu incomodada comigo (que necessidade tenho eu de ser como sou?), ups, cama para que te quero! Enquanto agora (deitada) lhe escrevo, faço figas para que o sono não chegue sem aviso prévio. Sei, claro que sei, estamos em tempo de Natal. Decidi, por isso, enviar-lhe uma pintura que aqui pode apreciar melhor. Adiante, quero dizer parênteses. Vá lá saber-se porquê (quem sabe o andamento da escrita o desvele), lembrei-me de (há muitos anos) me terem dito que tenho olhos de Ava Garden, fui pesquisar e deliciei-me com as fotografias dela, era linda. Mais (e não é para me gabar, que isso nunca faço) muitos me compararam, digo, comparam com actrizes bonitas, adiante, fim de parênteses. Dizia eu, antes do parênteses, que estamos em tempo de Natal, e, quem sabe por causa da idade que vai andando, ocorre-me uma história (tudo bem: uma estória) à lembrança. Vamos lá, eu era uma menina muito pequenina e os meus pais compraram, por esta época, um pinheiro que colocaram dentro de um vaso alto com areia, à entrada da sala: era a minha primeira árvore de Natal. Nossa Senhora, achei admirável ter dentro de casa uma árvore que cheirava bem. A minha mãe (é linda, é muito linda a minha mãe!) tinha comprado várias caixas de enfeites, bolas grandes e sinos e muitas fitas coloridas. Eu e o meu pai, que tinha uma paciência e esmero (sem fim) no intento, enfeitávamos a árvore, a minha mãe trazia algodão, eu fazia bolinhas que ela espalhava pelos braços do pinheiro e: vês, esta é a neve. No final de tudo, espalhávamos as luzinhas. Foi assim a primeira vez que tive uma árvore de Natal; e também nos outros anos, nos muitos anos seguintes. Era lindo! Abrevio, adiante... Naquele primeiro Natal, com o pinheiro carregadinho de enfeites, fiquei tão comovida e tão feliz que não deixava de admirar o pinheiro, ao ponto de ser difícil convencerem-me a dormir. Céus, tanto me recordo! Aí por volta das cinco horas da manhã, entrei no quarto dos meus pais, abanei o pai, agarrando-o pelo braço até acordar. Então, que foi? Perguntou ele. Eu chorava, com suspiros profundos de tristeza anunciando uma calamidade sem remédio: pai, a árvore caiu, e agora?! Aquele meu ar de sábia mártir de narizinho empinado não é de agora, é de sempre: pai, e agora, o que é que vamos fazer?! Óbvio: a árvore de Natal tinha tantos enfeites que, mal equilibrada, sucumbiu ao peso e..., tungas, tombou para o lado. E eu que me tinha esgueirado da cama para a ver brilhar e fazer pisca-pisca quase que sentia o meu coração a saltar do peito com o desgosto e com o medo de tal maravilha se ter perdido, sem remédio. O meu pai levantou-se (rico e adorado pai, adoro-o) e ajeitou o pinheirinho. E, Santo Menino Jesus, para mim, o mundo voltou a ficar perfeito. Podemos agora ir dormir, linda? Perguntou-me o meu pai. Que alívio, respondi, está tudo remediado, sim, está bem, eu vou dormir... E foi assim, meu admirador ciumento e zangado (e com razão: o Michio diz que as nossas duas mentes comunicam e eu desconfio que sim, até penso que o que nos caracteriza é o nosso pensamento partilhado), foi assim que senti e vivi e guardei na memória a minha primeira árvore de Natal.
Adenda 1
Contei-lhe, meu (por enquanto) ainda admirador de mim, contei-lhe uma minha estorieta de Natal que (creio) terá apreciado. Fui assim, sou assim, de uma plasticidade desarmante, a esta hora faço confidências, que quer (malditas vírgulas), não minto, mas omito o que e tudo (e quando) me dá jeito, vivo na era da pós-verdade. Sou assim e não gosto de ser assim, mas que se há-de fazer? Sabe? Eu não quero saber!
Adenda 2
Meu admirador, meu admirador ciumento, nem lhe digo e nem lhe conto, vida, reli a minha mensagem (onde mora a minha deliciosa estorieta de Natal) e reli a adenda, céus, veio-me à lembrança este bruxo, vida minha, oiça-o com atenção. Sabe o que é um "daimon"? Não?! Surpresa minha nenhuma! Se a cultura é um exercício espiritual? Então não, óbvio que sim!