sexta-feira, 18 de agosto de 2017

... entendem a ideia de zero e sabem contar até quatro

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Eis uma excelente (e curiosa) ideia a explorar: as abelhas (pese embora os seus diminutos cérebros) não só são capazes de entender a complexa ideia de zero quanto sabem contar até quatro.
Adenda 1
A reler: o cérebro cria o zero a partir do nada.
Adenda 2
Escreveu Miguel Torga

"A vida é feita de nadas:
de grandes serras paradas
à espera de movimento;
de searas onduladas
pelo vento;

De casas de moradia
caiadas e com sinais
de ninhos que outrora havia
nos beirais;

De poeira;
de sombra de uma figueira;
de ver esta maravilha:
meu pai a erguer o videira
como uma mãe faz a trança à filha."

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sal ~ Sol ; Solo: cumpriu-se o mar, aqui, lá

I´ll present my first book with poetry inspired by Portugal and the Portuguese language this upcoming Wednesday, 28.6.17 and am excited about everone who likes to join my nervous but happy self there!
Bar Irreal, Rua do Poço dos Negros 59
1200-336...
Caminho
Eu estou a caminhar
Não caminho
Nas ruas, nos campos
Estou a caminhar num
Mundo sem corpo
Tudo é som, tudo é sonho
Eu sou um corpo, tenho-lo
Tenho um que os meus
Pensamentos podem usar
Para caminhar e
Por isso eu caminho
Eu estou a caminhar
Aqui, lá


Adenda (mensagem recebida)
Foi assim, meu admirador de mim perfeita e única, caiu-me do céu, vida, um livrinho de poemas da Chrischa Venus Oswald, escolhi um poema que lhe envio. Para quem, como ela, experimentou escrever em língua portuguesa, céus, vou ali e já volto. Pondere bem no título: sal, til, sol, ponto e vírgula, solo. Que criatividade, o sal e o sol, um til e um ponto e uma vírgula e, pimba, o solo português: cumpriu-se o mar! Quanto me lembra o "Mar Português" cantado pela excelente Dulce Pontes, vida minha! Amanhã passado, com mais tempo, lhe falarei melhor do livrinho da Chrischa...

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A realidade quântica: ninguém a entende?!

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A natureza está regida, dizem, pelas leis que determina uma teoria física em muitos aspectos contra intuitiva: a física quântica. Pretendem os autores abrir portas a mundos onde as coisas não são como no mundo quotidiano, tipo: mundos onde podem acontecer situações aparentemente incompatíveis, onde o que um objecto faz num determinado sítio pode afectar (instantaneamente) outros objectos que se encontram longe, onde não se pode olhar impunemente porque o olhar altera o que se olha...
Adenda (mensagem recebida)
A ver, meu admirador, a ver, meu admirador de todos os dias, seja, a mecânica quântica ninguém ainda a entende, entender o mundo subatómico, céus, vou ali e já volto. Daí que: se espera encontrar certezas no livrinho tire daí o cavalinho da chuva. De toda a maneira, Santo Deus, fiquei com uma pulga atrás da orelha: então não é que quando eu, hierática e em porte altivo, olho alguém (com os meus olhos grandes pesquisadores), esse alguém altera-se a olhos vistos, sem tem-te nem mas... Vida a minha, assombro meu, será essa uma realidade quântica?!
Adendinha GRANDE
Meu admirador incondicional e que me não sai do pensamento, pense comigo: será que essa coisa dos incêndios que (por Portugal se encadeiam) tem algo a ver com a realidade quântica? Não, sim, não sei. Cá para mim, os incêndios têm muito a ver com esta minha mensagem (e ainda se recorda disto?). Parênteses. Não quero armar-me em guicha mas sei, isso sei, sei como resolver o ordenamento da floresta. Oiça: basta aplicar a regra dos 4Cs nas NUTs III. Santo Deus, não sabe o que são as NUTs e nunca ouviu falar na regra dos 4Cs, o que eu passo consigo! Calma, eu explico, assim: primeiro, utiliza-se o território das NUTs para ganhar escala e envolver vários municípios; depois, aplica-se a regra dos 4C. Calma, que sina, eu explico a regra, calma: o primeiro C é a consulta: procura-se o conhecimento onde ele se encontra, confrontam-se experiências e saberes dos outros; o segundo C é a concertação: antes de tomar uma decisão é necessário saber que ela vai na boa direcção, seja, importa ouvir todos os interessados; o terceiro C é o consenso: o consenso permite (diferentemente do compromisso) uma saída por cima, construindo-se uma espécie de síntese; o quarto C é a comunicação: é preciso explicar o que se faz e dizer porque se faz assim. Activados os 4Cs, a realidade quântica instala-se e tudo vai bater certo. Disse, inteligência minha invejada! Fim de parênteses. Reli, meu admirador de mim e das minhas formas perfeitas, reli a mensagem que hoje lhe enviei e sorri a bom sorrir: quem eu olhe por dentro nunca mais será o mesmo. As fadas são especialistas em física quântica, que quer, que se há-de fazer? (suspiro). Diga lá se desde o dia em que eu pus em si os meus olhos bugalhados, não começou a ser outro e a sua existência não mais foi a mesma? Vida, e sabe que eu gosto disso? Gosto e gosto e gosto!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Acerca da separação entre ciência e religião

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(Mensagem recebida)
Pois, que quer, meu ainda preferido admirador de mim perfeita, hoje é dia de Nossa Senhora da Assunção; e, Nossa Senhora me proteja, dei comigo a ouvir o Semir Zeki a perorar sobre beleza e arte e à procura de uma definição de beleza. Não fui de modas, fui à cata de uma pintura de Leopold Kupelwieser (que lhe envio). Claro que sim, óbvio que sim, beleza não se pode confundir com arte, mas ele há coisas, meu admirador, quanto eu gosto da pintura e quanto a aprecio, vida. Então, raios, tanta é a minha inteligência, liguei as pontas de vários conhecimentos e passou-me pela cabeça uma pergunta vadia: quando é que se iniciou a separação entre ciência e religião? Olha a novidade da pergunta, exclamei, e respondi-me: numa carta que Galileu escreveu (xô, rima), em 1615, à grã-duquesa Cristina da Toscana. Quer saber o conteúdo da carta? Vamos lá, curioso admirador do meu pensamento complexo, aqui para nós que ninguém nos lê, digo eu que o Galileu (raio de rima!) tinha um fraquinho pela Cristina da Toscana. Vamos à carta do Galileu. Dizia ele: "Parece-me que na discussão de problemas naturais não devemos começar pela autoridade de passagens da Escritura, mas por experiências sensíveis e demonstrações necessárias; pois, quer a Sagrada Escritura, quer a Natureza, procedem ambas da Palavra Divina". Pela sua cara espantada, meu admirador de mim e da minha beleza natural, deixou de acompanhar a leitura da minha mensagem, só já pensa em saber quem teria sido a grã-duquesa Cristina da Toscana; seja como quer, pesquise, sempre lhe adianto que Galileu, em 1611, se tornou o sexto membro da Academia dei Lincei (Academia dos olhos-de-lince).

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cinco girassóis juntos


Hoje acontece...

Para quê soluçar endeixas?
















Subi
a uma árvore
nas folhas vi um desenho
no verso do desenho li um verso

…/… ei-lo:
há coisas no mundo que não podem ser diferentes
com elas sintonizadas estão as nossas duas mentes

Adenda
A música é luz invisível e branqueia a alma por dentro.

domingo, 13 de agosto de 2017

Reformas educativas e mais do mesmo

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Porquê revisitar um livro (dos anos sessenta) do século passado? Por duas razões. A primeira, porque vale a pena deambular pela vida e obra de Michel Lobrot. A segunda, porque farto de escrever sobre medidas (ditas) inovadoras no sistema educativo português (aqui e aqui), encontrei nesse livro algo que prova que há anos (muitos anos) é sempre mais do mesmo, desde a segunda metade do século XX até ao primeiro quartel deste século XXI, seja, repete-se a cartilha, que sina, que fado! Ora, leia-se e compare-se:
"Foram sobretudo os métodos que foram renovados (...).
Na óptica da educação “pela vida e para a vida” realidades do meio exterior foram introduzidas nas escolas. O “estudo do meio” deu nova vida à História e à Geografia. Os pedagogos passaram a preocupar-se com a criação de motivações: o jogo recebeu direito de cidade na pedagogia e as actividades começaram a transforma-se frequentemente em jogos (...). Procurou-se a individualização do ensino, graças à qual o ensino se adapta a cada aluno e às suas dificuldades. O movimento que acaba de ser descrito produziu-se no princípio do século (XX). Após a primeira guerra mundial, outros movimentos, oriundos dos mesmos princípios que o precedente, vão mais longe. Propõem-se introduzir "de facto" uma certa não-directividade no ensino, limitada contudo, e a que chamaremos “técnica”, pois que se apresenta como um esforço para repensar inteiramente a relação professor-aluno e o próprio ensino, mas de modo a introduzir melhorias e aumentar a eficácia da aprendizagem (...).
O “método do projecto” introduziu pela primeira vez em pedagogia a iniciativa e a escolha pela criança - não se contentando com a mera solicitação do seu interesse. Aceita (...) que a criança passa ter a iniciativa das suas actividades, tomar decisões, exprimir as suas vontades (...).
A pedagogia que nos é apresentada poderia ser definida como uma pedagogia em que o professor é quase totalmente eliminado, pelo menos na sua função tradicional (...). O livro, máquina de ensinar, etc., é mais eficaz que qualquer intervenção directa do professor, o aluno aprende melhor quando é ele próprio a regular a sua acção e a controlar-se. Estes dois princípios permitem que o aluno se veja colocado numa relação não de passividade face ao docente, mas, pelo contrário, de actividade (...).
Mais palavras, para quê?