domingo, 17 de junho de 2018

O que é que isto tem a ver ver com a consciência? Tudo, homessa!


Mensagem recebida)
Oh, oh, oh, oh vida minha, pode lá ser, Nossa Senhora da Informação, pode lá ser, meu ainda preferido admirador e que nunca poderá deixar de o ser, e se eu lhe pedir para mais uma vez comparar o meu desenho (à esquerda) que dá ordem e sentido a esta sua página com a imagem que encima esta minha mensagem? Raio de rima, adiante. Que quer, perguntava-me a mim própria sobre o filme e as profecias que andam na cabeça do nosso presidente-rei, já chega e de selfies e afectos (até penso agora que hoje tomei mais cafeína que o costume), e (sem mais nem quê, fascínio meu, até o sol se riu, que atiradiço!) caí, em jeito de andorinha que faz voos picados, caí de páraquedas na "teoria da informação integrada" de Giulio Tononi, teoria cujo símbolo é Φ (a 21ª letra do alfabeto grego). Para me desenvencilhar do páraquedas é que foram elas: os meus olhos grandes e desejados, fitos, ainda maiores ficaram quando vi isto. Até também umas luzinhas se acenderam no meu cérebro. Mau, suspirei, aqueles outros (e mais estes) desenhos estão no meu caderninho argolado, Santa Maria Mãe do Universo, como é que isto me acontece? Como quem não quer a coisa, mas sempre a pensar em si (posso lá eu deixar de estar sempre a pensar em si, o tabique entre nós é tão estreito e fino) fui saber algo mais, ouvindo o David Chalmers a falar sobre a consciência. Pergunta que sobra: porque que me veio ao pensamento "o mundo como vontade e representação" de Arthur Schopenhauer, sabe? Não, sério, mesmo, não me diga, para si eu sou especial e única, para si eu condenso em mim a vontade e representação do mundo, para si sou uma linda ostra perolífera: sou a sua consciência crítica. Oh, oh, oh vida minha, pode lá ser, até a sonoridade dos ditongos sinto, não andará por aí uma pinguinha de fingimento? Não? Céus, espelho meu, espelho meu, quem..., adiante. Não sei se se alguma vez lhe disse que o que torna uma pessoa tão feliz é a presença no seu coração de algo de instável, que consegue sempre segurar e de que já quase se não apercebe enquanto se não deslocou. A verdade é que existe no amor um sofrimento permanente que a alegria neutraliza... O que é que isto tem a ver ver com a consciência? Tudo, homessa!
Adendinha 1
Sorria - e ) - divirta-se, primeiro; depois revisite. E: que me diz se eu lhe disser que um ser humano é (talvez seja) "uma alma que possui um corpo e uma mente temporais para experimentar e se desenvolver no mundo material"? Surpreendido?! Uhm, consulte; e, logo de seguida, de corridinho à cata do sabor, pondere na curiosa estória de uma sopa deliciosa.
Adendinha 2
E o que é que isto tem a ver com a consciência? Nada, homessa! Pouca vergonha, isso sim, óbvio!

Divina Providência versus Divina Presidência

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Ouvi, com interesse (redobrado), esta comunicação ao País do Senhor Presidente da República Portuguesa. Não fiquei, de todo, surpreendido. Era previsível que tal pudesse acontecer, tendo presente o que, em tempo, aqui escrevi.
A comunicação: (1) ao decretar o fim das assimetrias e a correcção das desigualdades (entre o litoral e o interior) até ao fim de 2023 (como quem diz: até ao fim do meu segundo mandato), e (2) ao afirmar que se tal não for conseguido "falhámos como país", significa o quê? Que as desigualdades se resolvem por decreto providencial, digo, por decreto presidencial? Que as assimetrias (e as gritantes desigualdades), em Portugal, se confinam às diferenças entre o litoral e o interior e que se resolvem (ou não) em cinco anos? Talvez sim ou talvez não. A verdade é que não fiquei surpreendido, era previsível.
Queira a Divina Providência acompanhar o pensamento (e a vontade) da Divina Presidência!
Adenda 1
Pois!
Adenda 2
Assim vai Portugal: aqui um texto (muito duro) e com muitas verdades à mistura, duras como punhos, diga-se.
Adenda 3
Se esta linha de comboio estivesse no (dito) "interior do país" já estava fechada, vai uma aposta?
Adenda 4
Para memória futura.

Na vida dos seres humanos a música é um exemplo de exaptação

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Na imagem, mesmo que se faça um esforço, o piano parece estar deslocado, e não está. Trata-se tão só do registo (num festival em 2016) do cumprimento do sonho (por Pierre-Laurent Aimard) de um compositor sinestésico Olivier Messiaenseja: "mostrar", através do som de um piano, um desfile de pássaros que cantam sem cessar... Ritmo - Ver cores nos sons - Pássaros - Deusforam estes os quatro pilares da vida de Olivier Messiaen. "A inexprimível profundidade da música", escreveu Shopenhauer, "tão fácil de compreender e tão inexplicável, deve-se ao facto de reproduzir todas as nossas mais fundas emoções, mas desligadas da realidade e das suas dores (...) A música exprime apenas a quintessência da vida e dos seus acontecimentos, e nunca os acontecimentos em si". Registe-se que ouvir música não é uma experiência apenas auditiva e emocional, é também motora. Não há dúvida de que tendemos (involuntariamente) a acompanhar o ritmo da música (mesmo quando não conscientes dela), e, ainda, não só as nossas expressões e postura "espelham" a narrativa da melodia quanto também mostram os pensamentos e as sensações que a música provoca. "Ouvimos música com os músculos", escreveu Nietzche.
Adenda 1
Sinestesia: ainda há muito por saber!
Adenda 2
Consulte-se (a propósito do conceito "exaptação").

sábado, 16 de junho de 2018

A propósito do UNIVERSO...


Aqui.

Adenda (mensagem recebida)
Já vi e já li, meu caro, incrível! Cá no meu pensar, o Universo é inspirador (e conspirador de quando em vez): vou, com a curiosidade à flor da pele, vou ter de passar um ror de tempo a revisitar alguns conhecimentos em ciência; hoje, até me parece ser um bom dia, o sol vai andar por aí a fazer das suas. Mais, para que conste: a minha curiosidade, além de ser um dom inato, não dispensa uma dose diária (nunca) inferior a 250 mg diários de triptófano (obtidos, óbvio, através de uma alimentação saudável e equilibrada). Vida, Universo vivo, varreu-se-lhe o que seja o triptófano? Nossa Senhora da Felicidade o ajude! O triptófano é o aminoácido da felicidade, é responsável pelo bom humor e pela alegria. Quais são os alimentos mais ricos em triptófano? Pergunta atilada e perspicaz, gosto! Tem bom remédio, pesquise e tenha um bom dia!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Imagens de pensamento: escrever bem

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"O bom escritor não diz mais do que aquilo que pensa. E muita coisa depende disso. É que o dizer não é apenas a expressão, mas também a realização do pensamento. Do mesmo modo, andar não é apenas a expressão de um desejo de alcançar um objectivo, mas a sua realização. Já a natureza dessa realização, se ela é conforme ao seu objectivo de forma exacta ou se se perde, exuberante e imprecisa, no desejo - isso depende do treino daquele que está a caminho. Quanto mais disciplinado for, evitando os movimentos supérfluos, gesticulantes e deambulantes, tanto mais cada postura do corpo se basta a si mesma, e tanto mais adequada a sua actuação. O mau escritor tem muitas ideias e esgota-se nelas, como o mau corredor, não treinado nos movimentos indolentes e impulsivos dos membros. Mas é por isso mesmo que ele nunca pode dizer sobriamente o que pensa. O dom do bom escritor é o de, pelo seu estilo, dar ao pensamento o espectáculo oferecido por um corpo treinado com inteligência e eficácia. Nunca diz mais do que aquilo que pensou. Assim, a sua escrita aproveita, não a ele próprio, mas tão somente àquilo que quer dizer." (pp. 255/256)

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Um desenho-poema (ao mesmo tempo) do corpo e da alma






















Mensagem recebida)
Atente, meu admirador de mim única (há quem diga - e eu até concordo - que sou um fenómeno), atente no desenho, digo, atente no esboço de desenho de rosas, que lhe envio. Ups, alguém (quem?) lhe pôs um filtro, vê-se melhor, gosto! Adiante. Matutei e pensei (filha da mãe de rima, sempre a mesma) depois de rabiscar o desenho: cá está, eureca, este meu desenho espelha a geometria secreta das linhas das rosas pressentida pelo córtex visual no cérebro; e, bingo, cria as condições para que a minha mente (e a sua, óbvio) veja as rosas com cores, seja: as nossas duas mentes, invadidas por rumores de luz, vêem linhas e cores que se prolongam em todas as direcções, até os ângulos se arredondam e cruzam em camadas de arestas sucessivas. Santa Maria da Inteligência Perdulária, tudo me acontece, vida, agora até os dedos das minhas mãos delta (minhas mãos delta, gosto!) se autonomizaram e desataram a escrever ao desafio, alguém que os trave, ainda escrevem o que não devem (outra vez a cretina da rima), acudam! Graças a Deus, uff: os meus dedos pararam de escrever quando lhes disse que Kant afirmou que "a imaginação é um ingrediente necessário à própria percepção", que ver é imaginar. Céus, não, sim! Leio na sua mente que pensa que o meu desenho é, ao mesmo tempo, um poema (uma metáfora erótica) do meu corpo e um poema (uma cicatriz da minha beleza original) da minha alma, gosto. Meu admirador de mim, corei (ora esta, que calores, o meu coração está tão aflito, algo em mim tine, uma melodia me embala!), Santo Deus, agora não sei que mais lhe dizer. Mas sim, concordo, a Verdade que, meu admirador, procura, não está no meu desenho, emana do meu desenho, mas mora em mim que sou mistério e enredo e milagre. Para terminar, que esta mensagem vai longa: não, não diga nada, que supor o que dirá, é ouvi-lo já. (Rimou, ups).

Com um sorriso de bonomia aqui vai uma aguilhada na Justiça...

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"Mas se um génio escapasse de uma lanterna mágica e me desse a possibilidade de cumprir um desejo para Portugal, eu pedir-lhe-ia, acima de tudo, mais justiça. […] Entendida desta forma, é fácil perceber que a justiça é não só o pilar fundamental de qualquer democracia, mas é também a força que dá suficiente robustez moral a um povo, e lhe permite enfrentar com mais convicção e energia as crises com que a modernidade irá, repetidamente, desafiá-lo agora, amanhã, e daqui a 25 anos." 

Vem a afirmação de João Lobo Antunes a propósito deste acórdão (relacionado com o erro na aplicação da medida de coacção de "prisão preventiva", aplicada a um deputado do Partido Socialista num célebre processo mediático). Lido o acórdão com muita atenção (e cuidado), fica-se com a ideia de que o “Sistema de Justiça em Portugal(e os seus aliados nalguma comunicação social sem pinga de escrúpulos: na altura mais parecia um lagar de asneiras) foi arrasado (ainda que tarde: mas vale mais tarde que nunca). Provado o erro grosseiro, é tempo agora de o Estado Português pagar uma indemnização de 68 000 euros. O Sistema de Justiça foi arrasado de cima abaixo (estou para ver - ler - a reação ao acórdão: se houver reação, óbvio). Em sequência, insisto, muita água correrá ainda debaixo das pontes antes que tudo o que aconteceu à volta do dito “Processo Casa Pia” se esclareça. Adiante. Muita água correrá debaixo das pontes, repito. Em tempo devido, quando muitos se calaram sorrateiramente (cobardia a quanto obrigas!), tive oportunidade e necessidade de o dizer e de o afirmar. Hoje fico-me por aqui. Ponto.

Adenda (15/06/2018)
Depois de ler, vale a pena ouvir.
Adenda (17/06/2018)
Leia-se. "Ressonância da verdade" soa a ignorância e a mais não sei o quê. Às tantas, até sei. Foi Kant que, em 1784, escreveu: "Se, pois, se fizer a pergunta – Vivemos nós agora numa época esclarecida? – a resposta é: não"...