quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Há dias assim entre as linhas da escrita...

 














Wassily Kandinsky, ‘Yellow, Red, Blue’ (1925)

Há dias assim entre linhas da escrita..., diria uma voz (que  bem conheço) apesar de si mesma.

domingo, 29 de novembro de 2020

Variações (soltas) a propósito de um filme










(mensagem recebida)

Ontem, vida, ontem, meu caro admirador da minha acutilância, por magia ou destino (será a mesma coisa?!) encontrei o filme "Arrival", um sci-fi que viajará comigo pela vida fora, recorda-se? Então não é que hoje acordei a pensar que os meus desenhos-rabiscos (que moram no meu caderninho argolado), tal qual os glifos alienígenas circulares - é nas manchas que se acoitam as ideias -, são uma linguagem não linear e sem correspondência com a linguagem oral? Os meus rabiscos também carregam palavras, frases simples e até mensagens com ideias complexas, meus ricos logogramas! Será por isso que sou fada, que sei conciliar-me com os meus limites e que vejo o passado e o futuro sem precisar de telescópio? Céus, ainda também ontem, rente à tardinha, sol posto, me dei conta que até o meu nome acaba onde começa, pode lá ser! Adiante. O caminho é a ciência, a arte e a cultura, e só assim ainda não é por causa dos políticos: a pandemia que actualmente estamos a viver prova a veracidade das mensagens do filme. Como diz? Que não sabe o que possam ser glifos circulares e nem logogramas? Vida minha, não será hoje um dia azado para rever o filme? Aposto singelo contra dobrado que sim, que é, e entenderá melhor o que digo se tiver presente que também a água, a farinha e o fermento é que fazem o pão.

sábado, 28 de novembro de 2020

Um quadrado mágico que (à vista de todos) esconde um segredo



Vamos então a duas perguntas... Uma, a imagem acima faz parte da fachada de uma (artística/sagrada) igreja e quer ilustrar um acontecimento da história de uma religião: qual o nome da igreja e qual o nome do acontecimento? Outra, que relação tem aquele acontecimento com o facto de, no quadrado mágico, a soma dos números (na vertical e na horizontal) ser sempre 33?

Adenda

Tema difícil é este, lá isso é! Recorro à memória (e ainda à memória) para ganhar ânimo, ponto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

A arte frágil de Kandinsky

 









Aqui..., com memória e memória.

Adenda  (mensagem recebida)

Fez bem, meu caro, fez bem em chamar a atenção para a arte frágil (melhor dito, arte do frágil) neste malfadado tempo de pandemia, malfadado tempo em que algumas das pessoas mais frágeis da sociedade morrem que nem tordos (atente, por exemplo: dizem (i) as estatísticas que a Covid-19 já matou mais de 4000 pessoas em Portugal; destas 4000 pessoas que faleceram (ii) mais de 1000 residiam em lares; se (iii) Portugal tem mais de 10 milhões de habitantes; e se (iiii) nos ditos lares residem apenas cerca de 100 000 pessoas, é só fazer as contas). Penso eu que nos lares instalou o diabo da Covid-19 a sua mais segura morada, ele (grande mafarrico!) lá saberá porquê, adiante. Vida, mas há mais, a fragilidade é uma riqueza, eu o sei, eu o digo. Há quem me diga que toda eu sou vidrinhos, mas, céus, o que eu gosto mesmo, todos e cada dia, o que eu gosto mesmo é de me sentir erguida como o caule de uma planta frágil e linda, que quer, sou assim, que se há-de fazer!

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Com quem estarei eu a sonhar se sonhar com o nome dela?

Estava eu ao redor do lume, a fogueira confortava-se nas trabalhadas pedras (centenárias) de granito e um candeeiro pendurado na parede fazia para o espaço desafogado meia roda de luz, quando… Pois é, meu admirador de mim como sou, pois sim, não há dúvidas, sem espinhas, sei-o agora de fonte limpa, tem dias, há dias em que o meu comportamento traduz tudo quanto os seres humanos eram enquanto homo sapiens: antes de os seres humanos evoluirem para homo sapiens sapiens, já lá vão mais de 30000 anos; isso, isso mesmo, há que pensar em conjunto o cérebro e a linguagem e a evolução. Alto aí e para o baile, dei comigo a responder (sei eu bem a quem), que a estou a ouvir a si a debitar palpites, isso estou, mas o isso, isso mesmo é seu, é da sua lavra, eu não disse nada. Irra, sempre o mesmo, acalme-se e não se faça desatento, estou a dizer-lhe que há dias em que o meu comportamento traduz apenas o que é ser e estar e agir, nesta vida e neste mundo, utilizando tão só a protolinguagem (icónica: gestos, desenhos, sons), protolinguagem que era a forma de os seres humanos homo sapiens comunicarem, sei que assim era, e isso deixa-me desconfortável, para mim é pouco, é poucochinho, é miúçalha de laçadas e nós cegos. Se o sabe, retorqui, então também sabe que, quando está a falar comigo, não só põe entre parênteses essa protolinguagem quanto a sua mente simbólica (mistério!) desatou a conversar com a minha mente no jeito de quem sente oscilar um chão de tábuas (a conversar com a minha mente onde o seu nome é rei). Lindo, espertinho, trauteou ela, percebeu tudo, percebeu tudinho o que eu disse, gosto, vida minha (suspiro!), o meu nome (que de direito é rei na sua mente) é uma palavra-corpo, é um preciosidade minha, o meu nome sonhou-o a minha mãe (a minha mãe é uma esmeralda) quando eu ainda estava dentro dela, o meu nome veio de um sonho e os sonhos significam sempre alguma coisa, mas não o nome que estiver no sonho. Outra charada! Dei comigo a exclamar. Qual charada, qual carapuça, respondeu ela num sorriso-surdina (símbolo do júbilo que lhe ia na alma), tão só acabei de esbarrar (estampei-me ao comprido) na sua pergunta (julgo que é uma pergunta que interessa à poesia) que divertida e aos saltinhos agora baila na sua mente, esta: com quem estarei eu a sonhar se sonhar com o nome dela?

Adenda

Hoje será aprovado em Portugal, num tempo em que o mundo saiu dos eixos, um lírico “Orçamento do Estado” que, ancorado num passado ideológico, nem responde ao presente e nem desafia ao futuro, um desastre: a despensa está vazia, mas o apetite não se confortou ainda. Adiante, adiante que o "Orçamento do Estado" não é o "Orçamento do País"... O mundo dá tantas voltas e a diferença entre os seres humanos é tão, tão grande, é tamanhaConsidere-se para memória futura: importante será deixar de olhar para a sociedade da esquerda para a direita (ou da direita para a esquerda), importante será olhar para a natureza e para a sociedade tendo em conta o norte e o sul e o ocidente e o oriente. Quem foi que falou em protolinguagem?