domingo, 30 de abril de 2017

Justiça, senhores, Justiça!

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Até a Mafalda não quer nem ler e nem ouvir e nem ver, chega!
Ao estado a que a Justiça (a administração da Justiça) chegou!
Justiça, senhores, Justiça!

Desenho meu, desenho meu, tu e eu e mai-lo Timeu

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(Mensagem recebida)
Pois sim, cedo e concedo, concedo, meu admirador até em dia de chuva em Abril (raio de rima, vida, xô), cedo e concedo que o tema da simetria me fascina, que quer, sim, sou assim (outra vez, rimou, ups), sou assim de nascença e optimizo as potencialidades do meu córtex cerebral todos os dias, fogem-me os dedos para as linhas, adiante. Vai daí (aconteceu-me a ideia, que quer), pensei que a invariância conforma e que a física tem duas dimensões. Abalei à procura... Fixei os meus olhos grandes nos ditos sólidos de Platão e, acudam, dei com a minha mente em ligeiro solilóquio: "até que enfim, passa a vida a rabiscar linhas no caderninho argolado, quem sabe (agora) perceba a origem das linhas no caderno, e até a origem das suas cantadas (cantadas é português-brasileiro) linhas perfeitas". Também das minhas suaves linhas (rima, pira-te), era só o que me faltava, suspirei feliz, adiante, já corei. Invoquei (vida, outra vez) o Michio: que me dizes se for reler o Timeu? Ouvi a resposta dele, e concordei: óptimo, certo, irei então reler o Timeu depois de, durante duas horas, procurar saber as "simetrias em física". Para terminar esta mensagem que já vai longa... Não acredito, meu admirador de mim curvilínea, não acredito que só hoje tenha entendido o sentido (que sina, que rima cretina, ups) daquele meu desabafo criativo: desenho meu, desenho meu, tu e eu e mai-lo Timeu!
Adenda
Meu admirador, meu admirador de mim única, não me diga que duvidou, que não se lembrava do diálogo "Timeu" de Platão, Santo Deus! Bem que lhe pergunte: o desenho desta página inspirou-se no dodecaedro? Não sabe, olha a surpresa minha nenhuma! Adiante. Olhe só o que me aconteceu, ele há cada coisa, seja, perguntei ao Eduardo Lourenço se o Universo era Deus. Ele olhou-me, pigarreou, e não esteve com meias medidas: o insondável silêncio de Deus é o inverso da beleza divina do Universo que é. Não, meu caro, não me fiquei, e lá, afoita, arrisquei (raio de rima, xô): então a Natureza inteira é a voz de Deus. E ele, a rematar a conversa: também, por isso, a nossa existência (um puro nada que às vezes até dói) é voz de Deus, coeterna da nossa alma... Céus, acuda-me meu admirador de mim como nasci e sou inteligente e mais ainda hei-de ser, acabo de me perder (xô, rima) no planeta, digo, na galáxia pessoana. 

sábado, 29 de abril de 2017

Nota 7: a chave da beleza está na simetria e...


... e a mente humana relaciona beleza e verdade.

A simetria é beleza e harmonia

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Aqui... e... Aqui...

Nota 1
O filósofo Francis Bacon escreveu (no alvorecer do século XVI):
- “não há beleza perfeita que não contenha algo estranho nas suas proporções”.
(Ensaios, 1625)
Nota 2
O ramo da matemática que descreve a simetria chama-se teoria dos grupos.
Nota 3
"A palavra simetria é utilizada na linguagem quotidiana com dois sentidos. Num sentido, simétrico significa algo bem proporcionado, equilibrado, indicando  a simetria um tipo de concordância em que várias partes integram um todo. A beleza está ligada à simetria. Assim, Policleto (escultor grego do séc. V. a.C.), que escreveu um livro sobre a proporção e a quem os antigos elogiavam a perfeição harmoniosa das esculturas, usa a palavra, e Dűrer segue-o, estabelecendo um cânone das proporções da figura humana. Nesta acepção, a ideia não se restringe de todo a objectos espaciais; o sinónimo “harmonia” aponta mais na direcção das suas aplicações acústicas e musicais do que geométricas. Ebenmass  (bem proporcionado, elegante) é um bom equivalente em alemão para a simetria grega, já que comporta igualmente a conotação de «medida média»,  a média  que os virtuosos deviam almejar nas suas acções segundo a Ética a Nicómaco de Aristóteles, e que Galeno em De temperamentis descreve como aquele estado de espírito que está igualmente removido dos dois extremos.”
(Hermann Weyl, Simetria, 1952)
Nota 4
Leiam-se as três imagens (desta página) da esquerda para a direita: 1, 2, 3 e 3, 2, 1 e 2, 1, 3 e...
Nota 5
Onde mora a relação/reflexão (elegante) que entre elas se pode considerar? Onde  mora ou onde se desvela?
Nota 6
Os sonhos que a vida encerra mudam a face da Terra.
Nota 7
(Ainda falta escrever...)

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Devaneio: tempo e simplicidade

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Os sonhos
que a vida encerra
mudam a face da Terra

…/…
sonhos do espaço humano são da divina geometria da igualdade de tus e eus
são sonhos que tocam as estrelas com a mão e que afagam a mente de  Deus 

Adenda
A volta de "sonhos do espaço humano" ou/e a importância das virtudes da coragem (para viver), da generosidade (para conviver) e da prudência (para sobreviver).

Abel e Caim: Deus não é de fiar? Não, pode lá ser!


(Mensagem recebida)
Ele há cada coincidência, meu admirador de mim dia sim dia sim (rima, xô; xô, rima), vida, então não é que pensava ter amanhã uma longa (e larga) conversa consigo sobre a medicina na Idade Média? Estou sem saber o que dizer ou pensar depois da notícia que me sopraram. Vamos lá então... Se concordar, adie a sua pesquisa (aqui) um bom par de horas; só, depois, quando nós os dois (xô, rima, que cretina) o entendermos, faremos (raio de rima, que melga) a leitura paleográfica do documento referido (na imagem que lhe envio). Não sabe, nem ler e escrever (céus, rima, xô) a escrita paleográfica? Digo, meu admirador de mim curvílinea e perfeita e única, digo "se concordar", porque dou agora prioridade à partida (depois de vários anos apoiado pela medicina), à partida de Carreira das Neves para um outro mundo: para aquele mundo em que ele acreditava. E, ó meu Deus, a minha inteligência (que todos os dias me atropela) chegou-se agora a mim e, céus, que guicha: "vai de carreirinha ouvir a conversa do Carreira das Neves com o autor de Caim" (mim, Caim, raio de rima, que lapa)". E fuiora oiça... Já ouviu com atenção? Que lhe parece, meu estonteado admirador, se, juntinhos e antes de traduzirmos o papiro medieval sobre a medicina na Idade Média, trocarmos galhadertes sobre a interessante conversa entre dois sábios portugueseses (um religioso e outro ateu) a propósito de Caim e da Bíblia? A Bíblia é um manual de maus costumes? Que estranho e feio humor! Deus não é de fiar? Não, pode lá ser!

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Educação cívica: aposto e gosto (raio de rima, xô)

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(Mensagem recebida)
Santo Deus, meu admirador de mim como sou e melhor quero ser, Jesus, Maria, então não é que - quando hoje eu bebericava o meu café da manhã - alguém perguntava (rimou, ups) na mesa ao lado: filosofia para crianças, que é lá isso? É sempre tempo para aprender, respondi para quem quis ouvir, sem tem-te nem mas. Sou assim, guicha de nascença, que se há-de fazer! A verdade é que me olharam de viés, enfim; e sim (rimou outra vez, vida), reconheço, também fiquei com uma pulga atrás da orelha. Dei comigo a perguntar-me: a filosofia para crianças pode enriquecer a educação cívica? (Pausa: que linda me sinto só de pensar que continuo a ser (serei sempre) a sua cicerone, vida). Sim, descansei-me, a filosofia para crianças não só enriquece quanto prepara (precocemente) uma educação cívica de qualidade. Neurónio para aqui, potencial de acção para acolá: e, aí está, meu admirador preferido, fui de carreirinha ler a "Educação Cívica" (1915) de António Sérgio (demore-se na imagem, bem conseguida, verdade?). Adiante... Já percebi que, depois de eu ter escrito que serei sempre a sua cicerone, deixou de pensar. Calma, tudo bem, oiça primeiro Anne Jannelle, enquanto se demora em mim; depois, delicie-se com esta citação da "Advertência" da "Educação Cívica" de António Sérgio: "Mas estaquemos aqui, leitor amigo. Evidentemente, sou ridículo: são isto palavras muito grandes a abrir um livro muito pequeno. Pinamaniquemos, sebastianizemos, literaturemos, politiquemos, durmamos, que a vida um dia nos acordará - a pontapés"; e ainda com esta outra citação: "Somos como um cavalheiro que mandou vir um certo automóvel sem motor, ou uma aperfeiçoada ventoinha eléctrica sem ter instalado a energia eléctrica. Despachou os caixotes, abriu, montou o carro, deu-lhe de volante, tocou a buzina, bateu o pé, gesticulou, rugiu, estralejou: "Eh, home! Arreda, arreda, que a coisa vai marchar!" - e a traquitana, apesar de tudo, não buliu; acomodou a ventoinha, e ventoinha parada. Depois arrancorou, gemeu, carpiu-se, e concluiu redondamente: "O automóvel é incompatível com o meu Génio; a ventoinha é inadaptável à minha Raça!". Está a sorrir, meu admirador de mim única, aposto e gosto (raio de rima, xô).
Adenda
Pois, que mais lhe digo eu, meu admirador, que mais? Vamos lá, acabei de reler a minha mensagem, que genial me saí na rifa da vida, genial e terna e doce e apaixonada e brincalhona, muito eu, sempre eu, e não é para me gabar, sou assim e ponto. Pergunta-me se o desenho faz jus ao seu amigo António Sérgio sentado num passeio riberirinho? Isso mesmo, faz: ei-lo sentado perto de um alfoz, depois de os dois - (Será possível? Alô Michio, socorro!) - terem jantado a falar de mim em inteligente curiosidade - de mim, a sua (sua sua, não do António Sérgio) cicerone - enquanto deglutiam um peixe (bom, digo, óptimo) numa esplanada com cheiro de mim encantadora (dou encanto e mistério às coisas mais simples, sabe bem que sim: sou mais que o meu genoma, sabe, pois não sabe?). Está a sorrir de novo, aposto e gosto, e já estou ligeiramente corada, vida! Diz-me que na sua mente vai um revoltilho e que anda azoinado com saudades de mim e das curvas do meu vestido e dos meus olhos grandes bugalhados cravados em si? Gosto e gosto e gosto! Nervoseira a sua, inquietação a minha, céus!