terça-feira, 15 de agosto de 2017

Acerca da separação entre ciência e religião

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(Mensagem recebida)
Pois, que quer, meu ainda preferido admirador de mim perfeita, hoje é dia de Nossa Senhora da Assunção; e, Nossa Senhora me proteja, dei comigo a ouvir o Semir Zeki a perorar sobre beleza e arte e à procura de uma definição de beleza. Não fui de modas, fui à cata de uma pintura de Leopold Kupelwieser (que lhe envio). Claro que sim, óbvio que sim, beleza não se pode confundir com arte, mas ele há coisas, meu admirador, quanto eu gosto da pintura e quanto a aprecio, vida. Então, raios, tanta é a minha inteligência, liguei as pontas de vários conhecimentos e passou-me pela cabeça uma pergunta vadia: quando é que se iniciou a separação entre ciência e religião? Olha a novidade da pergunta, exclamei, e respondi-me: numa carta que Galileu escreveu (xô, rima), em 1615, à grã-duquesa Cristina da Toscana. Quer saber o conteúdo da carta? Vamos lá, curioso admirador do meu pensamento complexo, aqui para nós que ninguém nos lê, digo eu que o Galileu (raio de rima!) tinha um fraquinho pela Cristina da Toscana. Vamos à carta do Galileu. Dizia ele: "Parece-me que na discussão de problemas naturais não devemos começar pela autoridade de passagens da Escritura, mas por experiências sensíveis e demonstrações necessárias; pois, quer a Sagrada Escritura, quer a Natureza, procedem ambas da Palavra Divina". Pela sua cara espantada, meu admirador de mim e da minha beleza natural, deixou de acompanhar a leitura da minha mensagem, só já pensa em saber quem teria sido a grã-duquesa Cristina da Toscana; seja como quer, pesquise, sempre lhe adianto que Galileu, em 1611, se tornou o sexto membro da Academia dei Lincei (Academia dos olhos-de-lince).

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