sexta-feira, 16 de junho de 2017

Uma História de Deus: Deus terá futuro?

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(Mensagem recebida)
Com uns dias de atraso, aqui estou eu de novo, meu admirador incondicional. Sei que sim, sei que adoraria que hoje lhe enviasse um poeminha. Acontece, vida, acontece, porém, uma coisa verídica, certa: eu escrevo em prosa (ossos do ofício) e não em versículos, que realmente não me inspiram grande estima (uff, desabafei). Gosto da prosa exacta e pura, nada de delicodoces a não ser um ou outro eheheh ao desafio, seja, gosto da maneira de ver e pensar de Carlos Magno, grande legislador, protector da gramática e zeloso defensor da clareza do discurso. Alega que, meu admirador de mim única, digo, sempre única, alega que só medida e ritmo conferem forma à beleza, alega que medida e ritmo são muito mim quotidiana. Muito bem, quero então eu saber como é que salto sobre três ou quatro pés jâmbicos, tropeçando a todo o momento em toda a espécie de dáctilos e anapestos, bem como uma certa assonância das palavras finais possa constituir uma forma mais severa do que uma prosa equilibrada, com leis muito mais subtis e equilibradas. Adiante, explique-se, ou faça-o numa outra altura, pela sua cara já entendi, vida, nem se lembra bem do que um dáctilo (sim tem a ver com dedo) e nem atina com o significado de anapesto. Sinto-o, meu admirador, sinto-o a guiar o seu olhar (xô, rima) para mim e a recordar momentos especiais em que me elevo em ritmo galopante, em ritmo ardente de anapesto, vida, gosto: está mui pasmado, que quer, sou assim de nascença, que se há-de fazer!
Adenda
Aproveito para lhe enviar uma sugestão de leitura - “Uma História de Deus” - para o próximo fim-de-semana. Demore-se (aqui e agora e apenas) no título do último capítulo “Deus terá futuro?”…, e, quando lhe apetecer, borde rimas sobre o tema, quem sabe tropece numa intensa unidade de ritmo poético, seja, num anapesto: inspire-se aqui... Se, pergunta-me e eu respondo, se se desvela (nas sugestões que lhe faço) que eu sou a luz, a beleza e o oxigénio da sua vida? Óbvio, claro que sim, sou tudo isso e muito mais ainda: terei sido golfinha numa outra vida? Céus! 

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