terça-feira, 6 de junho de 2017

... ler e decifrar pensamentos


(Mensagem recebida)
Que lhe dizia eu, meu admirador de mim, que lhe dizia eu: ora leia, e depois, com calma e com serenidade e com tempo, diga-me se eu tinha (ou não) razão (xô, rima) quando lhe dizia (recorda-se?) que é possível ler e decifrar pensamentos (melhor dito: conteúdos mentais). Os autores do estudo precisaram de recorrer à inteligência artificial para decifrar os mapas (e filmes) cerebrais, eu, porém, só preciso dos meus olhos grandes em dia sim. Rapinei a imagem que lhe envio e, Santo Deus, bem que tentei descobrir lá dentro um pensamento com ondas e curvas, não só comprido mas também suave. Não imagina o que seja um pensamento comprido e também seda suave. Adiante. Claro que sim, claro que já fui reler (e ouvir sobre a mente consciente, sobre o(s) eu(s) e sobre o funcionamento de um cérebro vivo) o nosso excelente António Damásio, claro que sim. Se a chave (para decifrar os conteúdos mentais) mora na combinação activa (será que devo dizer enativa?) e criativa entre as imagens perceptivas e as imagens evocadas de presente e de futuro que aparecem e se desenvolvem entre um organismo (corpo e cérebro) e o meio ambiente em que esse organismo vive e sente e age? Sim, parece que sim, adiante, o dia me chama, vida, sempre eu só eu! Amanhã passado, meu admirador de mim, lhe contarei o que agorinha me vai na alma.
Adenda 1
Pensa que a actividade neuronal (a base física dos pensamentos, dos sentimentos e das percepções) é um tema difícil?! Que grande novidade me dá, céus, ponha difícil nisso.
Adenda 2
Mesmo? A sério? Viu mesmo (a sério?) na minha mensagem de ontem o meu domínio criativo da língua portuguesa: rigor imaginativo, recriação exigente da sintaxe e da ortografia, humor q.b., palavras bailarinas (críticas, lúdicas e flexíveis) e sufixos musicais que correm riscos e imprevistos... Vida, quão bem me sinto, sou assim de nascença, perfeita e polímata, que se há-de fazer! 

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