quinta-feira, 18 de maio de 2017

Modelo de apoio à Vida Independente (2)

Li (aqui) isto:
-Mostrei-lhes o meu descontentamento e a resposta é a de sempre: falta de verbas. Para mim a dignidade e direitos básicos não têm preço. Além disso continua a haver verbas para pagar a institucionalização. Ainda recentemente foi assinado o novo acordo de cooperação entre o Estado e os representantes da economia social, e por cada pessoa com deficiência o Estado atribui mensalmente às IPSS mais de 1.000,00 por frequência de um lar residencial, e a um Centro de Atividades Ocupacionais 500,00. Já para uma pessoa que tem a seu cargo, na sua casa, uma pessoa dependente o Estado atribui por mês aproximadamente 100,00.”
Há dias escrevi o que penso sobre o assunto. 
Pretendo, agora, registar apenas duas notas:
a primeira, é inadmissível que o apoio financeiro para ficar em casa não seja igual ao da institucionalização;
a segunda, é inaceitável que ((apenas e só porque especialistas (?) o ditam)) o Estado se arrogue o direito de restringir "a possibilidade de um cidadão com deficiência poder definir quais são as suas necessidades e prioridades em termos de apoio e de escolher a pessoa que lhe presta esse cuidado".
Ponto final, parágrafo!

Adenda (mensagem recebida)
Meu caro admirador de mim única, meu diligente eco de mim, sério, fiquei assim a modos sem saber o que dizer (raio de vírgulas, xô, vida) com o seu "ponto final, parágrafo". Desiste?! Nem pense. Vamos lá ao que interessa. Assim. A ser verdade o que leu (vida, a diferença entre mil euros e cem euros deixa-me de franja à banda), há para aí uns maduros com tiques e trejeitos e requebros de prepotência e a pedir um valente puxão de orelhas. fandango de vida, adiante. Pensei então, meu admirador, com os meus botões: como é que será possível confrontar as pessoas alienadas - através de um choque de pensamento e experiência - com realidades que as obriguem (sim, obriguem, escrevi mesmo obriguem) a pensar e agir de forma diferente? E, inteligência minha que sempre me assiste, descobri: ora, com tempo, demore-se aqui. Que me diz, que lhe parece, resultará? Vejo que está muito nervoso, calma, nada de desatar aos pontapés à gramática. Adiante. Gosto, gosto, gosto que já tenha decidido retirar o seu "ponto final, parágrafo", Se o mais sempre comporta o menos? Óbvio, meu caro admirador, nem mais, seja, há que partir das situações mais difíceis para equacionar as mais fáceis, vá por mim que sei sempre o que digo. Que quer, sou assim, vida!

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