quinta-feira, 11 de maio de 2017

Contemplar a História a partir da Pré-História

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Ontem, de afogadilho (e, paradoxalmente, com a calma necessária), reli (até às quatro horas da manhã) um interessante livro de Pascal Picq: “Nova História do Homem”. E mais uma vez o reli, fazendo primeiro uma pausa longa (condição sine qua non para entender o conteúdo do livro) na Introdução: “Era uma vez o Homem, ser único e pensante erguido sobre as duas pernas, no coração do Universo. A unidade do género humano encontra-se aí, na procura universal do lugar que o Homem ocupa no cosmos, ou, por outras palavras: Donde vimos? Hoje, existe uma única espécie de Homem vivo na Terra, assim como uma única humanidade. Uma única espécie de Homem, uma única humanidade: nada menos evidente. Porque se há uma única história do Homem, a de uma única humanidade releva de outra história: uma pertence ao domínio das ciências da vida e da Terra e a outra à História; uma escreve-se graças a fragmentos fósseis e porções de genes; a outra baseia-se no discurso falado ou escrito; uma assenta numa memória truncada pelo tempo; a outra em textos e exegeses. A única ambição deste livro reside aí, contemplar a História a partir da Pré-História, criar uma nova perspectiva...”.
Até aqui tudo bem, seja, a releitura do livro abriu-me novas perspectivas de aproximação à realidade: com realce para pistas novas nos domínios da psicologia, da etologia, das ciências cognitivas, da cultura e da técnica ((e, na técnica, ao mundo do artificial de Simondon: um objecto técnico é (em si) mediador e criador de cultura e civilidade)). Pausa para ouvir Anna Mracek Dietrich. Fim de pausa.
Depois aconteceu algo estranho, um busílis, digo, aconteceu, digo, apareceu o mote para este texto. Assim. Fui ler o correio e tropecei numa mensagem (pequena, sentida, galhofeira): "Então mando-lhe esta mensagem; não sei, meu caro, se é sensível a uma pré de alguma coisa (bom, só se for à pré primária, na educação, desculpe lá o o tom de brincadeira), mas arrisco.". Então (mais um então, quero lá saber), então (outro então, raios) se eu já estava a repensar conceitos e a redesenhar novos territórios de pensamentos (a partir da Pré-História), porquê uma mensagem (recebida) exactamente à mesma hora em que eu tinha acabado de reler o livro? Se eu sou sensível a uma pré de alguma coisa?! Como é que é?! Terei lido bem? Brincadeirinhas de fada inteligente e boa, só pode ser!
Adenda (mensagem recebida)
Óbvio que a mensagem era minha, meu zangadíssimo admirador, adiante. Tanto eu gostei, digo, quanto eu gosto do Sobral no festival (ups, rimou)! Se a canção dele é mensagem minha? Então não, podia lá ser de outra forma!

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