Pensões mínimas e complemento solidário para idosos


Muito se tem falado e dito (e aproveitado para malabarismos políticos, quando interessa e dá jeito) sobre as "pensões mínimas" e sobre a "actualização das pensões mínimas"; poucos, muito pouco sabem (e, sobretudo, não sabem os mais interessados) "Para que servem as pensões mínimas?"; confirma-se o muito pouco interesse (ou mesmo nenhum) dos políticos em fazer uma clarificação sobre este assunto, perante um país em situação de crise social grave e que continua a ver (e a sentir na pele todos os dias) os mais que indecorosos custos dos níveis elevados de despesismo no Estado, nas mordomias dos políticos e nos interesses de alguns "intocáveis"... Preferem (as elites partidárias, os seus mentores, os seus bajuladores e os seus jovens especialistas em "excel"- estes últimos pagos a peso de euros -), ficar-se por afirmações tipo, "nós, vós, aumentámos, congelaram..., as pensões mínimas"; ou decidem "esconder a cabeça na areia", como sói dizer-se (verdade se diga que, aplicado às aves avestruzes, "esconder a cabeça na areia" é um mito muito difundido)... Acontece (pense-se durante alguns minutos, é importante) que um mecanismo de correcção das pensões mínimas (e com os objectivos muito nobres de baixar os indicadores de pobreza em Portugal) - o CSI- complemento solidário para idosos (criado no ano de 2005) - tem o "objectivo de fazer depender a atribuição de um rendimento mínimo, da avaliação prévia das fontes de rendimento dos pensionistas e do seu agregado familiar"... Restringir por restringir (como este governo já fez e vai continuar a fazer - pondere-se na complexidade deste documento - ) o acesso a esse apoio social, não é (de certeza) contribuir para a redução dos níveis de pobreza em Portugal e não é para promover a justiça e a coesão social... Assim, parece não haver dúvidas: pensar ou querer ou dizer ou sugerir que o aumento das pensões mínimas (veja-se na imagem o "fantástico" aumento mensal (!) para este ano de 2014) é uma contrapartida para compensar a redução nos complementos solidários para idosos, é intelectualmente desonesto... E, fazer um descabelado, mesquinho e "enorme escarcéu político" (como algumas cabecinhas tontas, vazias e a soar a oco, vêm fazendo), à volta deste assunto tão importante e tão sensível, é um enorme dislate e é um comportamento não ético e feio..., mesmo muito feio!
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