O saber e a arte
Eis o saber e a arte de fazer o óbvio.
E a talhe de foice... (1) Gostei
de ler aqui: “Porque será? Hoje temos
consciência de que a literatura é um instrumento do conhecimento e corresponde
a um meio de funcionamento ao nível da sociedade que vai muito mais longe.
Penso que seria essencial que a escola portuguesa, tanto ao nível de docentes
como de discentes, tivesse a capacidade de conjugar estas perspectivas com o
território, tantas vezes esquecido, das humanidades.”. (2) Mas não gostei nada, nada
mesmo de ler esta noticia... Com que então a venda, em leilão já calendarizado, desta colecção de obras de Joan Miró, serve para tapar “o buraco”?
E que dizer desta expressão-pérola, “quanto mais se conseguir tapar o buraco melhor”? Ou ainda esta, "estas obras não são do Estado, vieram parar às mãos do Estado"? Santo Deus, senhoras deputadas, Jesus, Maria, José! Mas esta colecção de pinturas, desenhos, colagens e guaches de Joan Miró não é a única coisa boa que sobrou das "trafulhices" do BPN? Nos tempos que correm, a falta que faz um Eça (culto, irónico e sempre superiormente espirituoso no sentido inteligente da palavra)... Parece não haver dúvidas e ser claro como um Bucelas!
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